Tribunal egípcio rejeita ação contra humorista acusado de insulto ao Islã
Um tribunal egípcio rejeitou neste sábado (6) ação judicial que pedia o banimento da televisão de um popular humorista acusado de insultar o presidente e a religião muçulmana.
Críticos do governo consideram os processos contra o humorista Bassem Youssef –que citou como seu modelo o comediante Jon Stewart, do “The Daily Show”, nos Estados Unidos– como parte de uma repressão aos dissidentes.
O governo do presidente Mohamed Mursi e seus aliados do partido Irmandade Muçulmana negam ter essa intenção, mas Youssef ainda é alvo de investigação criminal por denúncias semelhantes.
Uma corte do Cairo, capital do país, rejeitou a petição de Mahmoud Abu el-Aineen, um advogado islamista que pedia a proibição do programa de Youssef e o fechamento do canal independente de TV CBC.
O comediante se tornou famoso com um programa satírico on-line após o levante popular que levou à derrubada do ex-presidente Hosni Mubarak, em 2011.
Após o procurador-geral ter ordenado sua prisão, acusando-o de insultar o Islã e minar o poder de Mursi, ele foi libertado sob fiança no domingo.
A ação encaminhada por El-Aineen, que trabalha para a Irmandade Muçulmana mas apresentou a queixa por conta própria, não está relacionado com a ação movida pela Procuradoria-Geral.
Na terça, autoridades do Egito ameaçaram cancelar a licença da CBC porque o programa de Youssef viola as normas que regem os meios de comunicação no Cairo, onde a emissora tem sua sede, informou a mídia estatal.
Fonte: Folha de São Paulo