júnior
Uldurico Júnior nega delação e afirma: “Não há crime, logo não há o que delatar”

Em meio a especulações que circularam em setores da mídia, o ex-deputado Uldurico Júnior negou de forma categórica qualquer possibilidade de firmar acordo de delação premiada. Segundo pessoas próximas, a posição não se trata apenas de estratégia de defesa, mas estaria fundamentada na alegada inexistência do crime que lhe é atribuído.
De acordo com o ex-parlamentar, a narrativa construída em torno do caso apresenta inconsistências. Valores inicialmente divulgados como sendo de R$ 2 milhões teriam sido, ao longo do tempo, reduzidos para R$ 400 mil, depois R$ 200 mil e, por fim, R$ 150 mil — quantia que, segundo ele, jamais existiu ou foi recebida.
A defesa sustenta sua argumentação com base no conceito jurídico de “crime impossível”, aplicado quando a consumação do delito não ocorre por absoluta inexistência do objeto ou por ineficácia do meio. Um exemplo clássico citado é o de uma acusação de homicídio contra alguém que permanece vivo, o que descaracterizaria o crime por ausência do fato.
No entendimento da defesa, se não houve recebimento de valores, não há como se configurar o crime de corrupção passiva. Sem materialidade, argumentam, não existiria fundamento para qualquer tipo de colaboração premiada.
“Não existe o que delatar quando o fato não ocorreu”, teria afirmado Uldurico Júnior, reforçando a impossibilidade de um eventual acordo.
Aliados do ex-deputado também classificam as especulações como versões politizadas, que estariam sendo amplificadas sem respaldo concreto. Segundo eles, trata-se de uma tentativa de desgaste público baseada em hipóteses consideradas frágeis e mutáveis.
O caso segue sob análise das autoridades competentes, enquanto a defesa mantém a posição de que as acusações não se sustentam nem do ponto de vista jurídico nem factual.