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Um escândalo no PT baiano: uma chapa denuncia fraude eleitoral com “votos de defuntos” e pede a anulação do PED 2025

13/07/2025 - 20h57

A disputa interna pelo comando do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia virou caso de polícia. A Chapa 480 – “Partido Forte”, liderada por Jonas e Elen, lançou uma bomba nesta semana ao divulgar uma nota pública em que acusa a eleição de Tássio Brito para a presidência estadual do partido de estar marcada por um esquema de fraudes generalizadas durante o Processo de Eleições Diretas (PED) 2025.

De acordo com o documento, listas manipuladas, assinaturas falsificadas e até votos atribuídos a pessoas mortas teriam comprometido gravemente a lisura do pleito. “A mensagem que a atual direção estadual e a próxima passam ao PT é clara: até mortos podem votar – e isso é considerado normal”, dispara a nota assinada pela chapa oposicionista.

Cidades com fraudes apontadas
O dossiê detalha irregularidades em diversos municípios:
• Camaçari: cinco eleitores falecidos foram contabilizados como votantes, com supostas assinaturas falsificadas. A cidade foi crucial para a vitória de Tássio Brito, que obteve ali larga vantagem.
• Barro Preto: votação validada mesmo com provas de participação de mortos.
• Itabuna: 91 páginas de votação com assinaturas divergentes e indícios de falsificação; as listas estariam sob posse de um vereador local.
• Eunápolis: alteração irregular do local de votação, em desacordo com o regimento interno do PED.
• Salvador: zonais descumpriram o prazo de entrega das listas, o que deveria invalidar o processo nesses núcleos.

Recurso ignorado e revolta interna
Segundo a Chapa 480, mesmo com a apresentação de provas à Comissão Eleitoral (COE), à Secretaria de Organização (SORG) e à Executiva Estadual, os recursos foram ignorados e as eleições acabaram sendo homologadas.

Ainda assim, Jonas e Elen destacam que a Chapa 480 cresceu politicamente: saltou de 8.161 votos em 2019 para 9.613 votos neste ano, mesmo diante do que chamam de “máquina montada” para derrotá-los.

Legitimidade em xeque
A nota termina com um questionamento contundente: “Com que moral a nova direção estadual irá reconstruir o tecido partidário? Quem comandará o PT da Bahia – o novo presidente ou os gabinetes que o sustentam?”

Os opositores prometem recorrer a todos os canais institucionais e democráticos para denunciar as irregularidades e buscar a anulação das eleições homologadas pela Executiva Estadual.

Fonte: Siga a Notícia


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