10 tiros de pistola nove milímetros fizeram de “Zói” a segunda vítima de execução em menos de 5 horas

Foram 16 disparos em duas execuções, em menos de 5 horas, crimes que voltaram a assustar Teixeira de Freitas. Eles ocorreram em regiões diferentes, mas, próximas.

O primeiro crime aconteceu por volta das 14 horas, na rua Beira Rio, no Bom Jesus, tendo como vítima Admilson Inácio de Souza, de 27 anos, que teria sido alvejado por pelos menos seis tiros, atingido ainda no meio da rua. Ele correu para sua residência, onde os assassinos terminaram a execução.
A segunda vítima foi Fernando Ferreira, o “Zói”, de 28 anos, que estaria voltando do trabalho para casa quando foi perseguido por dois elementos em um veículo Siena branco, sendo executado com 10 tiros há poucos metros de sua casa, na rua Jarbas Passarinho, no Wilson Brito.
A vítima já esteve presa, saindo há pouco mais de um ano do presídio de Teixeira de Freitas, onde cumpriu uma condenação de três anos por ter sido preso em flagrante delito no bairro São Lourenço no dia 13 de maio de 2011 em posse de duas porções de maconha e cocaína. Quando conseguiu sua liberdade começou a trabalhar em um açougue no Mercado Caravelas.
“Zói” é irmão de Farlei Ferreira, morador do bairro Wilson Brito, outro condenado da justiça, que na época em que foi preso pela Polícia Civil confessou ter matado Alex Silva Santos, o “Quequinha”, que morava no bairro Teixeirinha. O crime aconteceu na noite de 23 de junho de 2007, durante uma festa junina nas proximidades do Colégio Brás Nascimento, no bairro “Buraquinho”, em que Farlei atirou e matou seu ex-amigo de infância.
“Zói” estaria retornando do trabalho quando foi executado, a vítima estava numa moto FAN azul, de placa JOB 5675, sendo perseguido e executado por dois elementos em um Siena branco já na rua de sua casa.
Foram encontradas 10 perfurações de calibre 9 milímetros no corpo de “Zói”, sendo uma no capacete, que teria atingido o rosto, três no tórax, uma no ombro esquerdo, duas no braço esquerdo, uma no punho esquerdo, outra no ombro direito e outra nas costas, o que deixou seu corpo todo perfurado.
O delegado Marco Antônio Neves, do Serviço de Investigação em Local de Crime, que presidiu o levantamento cadavérico, requisitou provas e testemunhas para ajudar a esclarecer o crime, determinando a abertura de inquérito policial para apurar autoria e motivação.
Por Jotta Mendes/Repórter Coragem