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Após denúncia carreta é liberada; coordenador do DPT fala sobre o caso

13/02/2019 - 12h05

Após denúncia sobre demora na liberação da carreta que foi roubada, cujo perito saiu de folga e havia informações de que a carreta seria liberada após 30 dias, o veículo finalmente foi liberado. Logo após a liberação, nossa equipe de jornalismo esteve no Departamento da Polícia Técnica (DPT) de Teixeira de Freitas para falar com o coordenador e perito criminal, Flávio Sampaio, a respeito do caso.

A carreta foi tomada de assalto no último dia 23 de janeiro, e houve uma denúncia por parte dos caminhoneiros, inclusive de um representante do Sindicato dos Caminhoneiro do Espírito Santo, alegando que demoraria 30 dias para perícia e liberação da carreta.

O coordenador agradeceu a oportunidade que lhe foi dada, para esclarecer alguns pontos que precisam ser elucidados nessas questões.

A solicitação da perícia da carreta entrou no período em que o perito, Eduardo Portugal estava respondendo pela perícia no seu Plantão. Neste período, 7 veículos deram entrada no Departamento para serem investigados. Houve também diversos homicídios que ele atendeu, diversos arrombamentos, de forma que o quantitativo de laudos que teria produzir e o tempo para produzir não era suficiente. Então, houve uma redistribuição dessas perícias, em especial a identificação de veículos, e parte da perícia criminal passou para o perito Danilo Ferreira Bastos.

Ainda segundo o coordenador Flávio, essa pericia em particular, a da carreta que foi tomada de assalto, e que estava com o perito, já foi concluída, e o laudo pericial já está disponível para a autoridade requisitante. Questionado ao perito em relação aos 7 dias de trabalhos contínuos, para que se folgue 21 dias, ele disse que a questão principal é o cumprimento da carga horária, que vem sendo devidamente cumprida pelos peritos, bem como vem atendendo as todas as requisições.

Vamos dizer que ele trabalhe 8 horas por dia e receba determinada perícia para fazer. Se ele nessas 8 horas de perícia não consegue produzir o laudo devido, a perícia vai pra o dia seguinte. Se o outro perito não consegue, ela vai pra o outro dia seguinte, e assim sucessivamente. É humanamente impossível que ele realizasse todas as perícias que foram requisitadas dentro desse tempo. Afinal, foram 50 perícias requisitadas pra ele, o que se trata de uma grande quantidade, pois a perícia demora porque requer um trabalho científico maior e tempo para serem realizados”, explicou Flávio.

Em relação ao que disseram que a carreta ficou 30 dias sem perícia, quero esclarecer que houve uma desinformação. Não se passou 30 dias para o atendimento da requisição. Inclusive o laudo já está pronto, disponível para a entrega. Agora é possível que se demore 30 dias, ou até mais, em determinado laudo, independente das condições de prejuízos que possa vir acarretar para a vítima. Não se trata de revitimar as pessoas, não se trata disso, o laudo pericial é um laudo técnico-científico, não é uma mera formalidade, não é uma burocracia”, acrescentou.

O perito coordenador afirmou ainda que quando um delegado encaminha um veículo para ser identificado, subentende-se que exista dúvida sobre a propriedade desse veículo.

É o nosso trabalho que vai garantir que depois de periciado aquele veículo vai ser devolvido para o verdadeiro proprietário. Quando isso é possível, então, já existe um entendimento que esse trabalho é pra ser assim. É um trabalho cuidadoso, requer conhecimento, zelo, e por isso existe uma portaria que determina que veículos só devem ser encaminhados para perícia quando houver dúvida sobre a propriedade. Então, se um delegado encaminhou para nós um veículo para ser periciado significa que havia dúvidas. Pelo menos o perito que recebe ele subentende isso.

E finalizou:

Assim que há dúvidas sobre a propriedade, o perito vai fazer todo o trabalho, que deve ser feito com zelo e isso pode demorar muito tempo, para garantir a verdade, a prova real. E no caso em questão, a carreta já está liberada. Foi feito o trabalho com tem que ser feito, e já está tudo pronto. A perícia teve que ser encaminhada para outro perito, por circunstancias do acúmulo que houve com o perito Eduardo Portugal. A gente entendeu aqui que redistribuir seria apropriado, e assim, redistribuímos, e o próximo perito pegou um plantão mais tranquilo e já realizou a entrega da carreta.


Por Lenio Cdreira/Liberdade News

Edição Bell Kojima/Repórter Coragem

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