Polícia

As dificuldades no resgate aos corpos dos cinco jovens universitários capixabas

27/04/2012 - 10h04

Foram muitas as dificuldades encontradas por peritos, policiais e bombeiros para resgatar os corpos dos jovens Izadora Ribeiro de Oliveira, Amanda de Paula Oliveira, André Malva Galão, Marllonn Vieira Amaral e Rosaflor Oliveira Chacon Pinto, os cincos jovens capixabas que estavam desaparecidos desde a noite de sexta-feira 20 e seus corpos foram encontrados na noite de terça-feira 24 de abril.

O primeiro a ser resgatado foi o jovem Marllonn, que foi encontrado fora do veículo, em circunstâncias que ainda não se sabe como o jovem estava fora do veículo, a pouco metros do local onde os demais estavam, parte do seu corpo estava sobre os galhos de uma árvore, mais a maior parte estava caído ao chão.

Como o corpo de Marllonn estava fora do veículo e no seco, a Polícia Técnica providenciou imediatamente a remoção do corpo do mesmo.

Após a remoção do corpo de Marllonn, era hora de traçar estratégias para resgatar os demais corpos que estavam dentro do veículo, que estava de rodas para cima dentro de um lago e com os quatros corpos dentro, foi necessário a ajuda de um guincho para a retirada do veículo, que demorou alguns instantes até chegar ao local.

Com a demora em remover os corpos devido local íngreme e o despenhadeiro que os mesmo encontravam-se, foi ficando tarde da noite e os responsáveis pelo resgate já davam sinais de cansaço, foi quando o responsável pelo Corpo de Bombeiros que estava no local, o tenente Oliveira, sugeriu que todos fossem embora, duas guarnições de Polícia ficassem guardando o local e que todos retornassem no dia seguinte por volta das 05h00min da manhã, proposta que inclusive teria sido aceita pela maioria dos policiais envolvidos, inclusive pelo perito criminal Manuel Garrido, que era o responsável pela perícia de local.

A reação do coordenador da 8ª Coorpin delegado Marcus Vinicius

Ao tomar conhecimento da proposta do tenente Oliveira responsável pelo Corpo de Bombeiros, o coordenador da 8ª Coorpin, o delegado Marcus Vinicius não acatou tal decisão, disse que não havia porque interromper um trabalho que estava iniciado, para retornar no dia seguinte e começar tudo novamente.

Chamou o perito criminal Manuel Garrido e falou para ele de sua decisão sobre os fatos, detalhando que não poderia prolongar ainda mais o sofrimento das famílias, que já estavam a dias angustiados com tudo que aconteceu e agora na hora de resgatar os corpos, retardar isso por mais cinco horas, seria muita dor para as famílias.

Os argumentos de Marcus Vinicius acabaram encontrando apoio no perito criminal Manuel Garrido, que topou fazer o resgate dos corpos ainda na noite de terça-feira, foi quando ele informou ao Coordenador de Polícia que o Corpo de Bombeiros já havia se retirado do local.

Marcus Vinícius então lhe indagou de quantas perícias ele já tinha feito em locais piores do que aquele. Manuel Garrido respondeu que vários.

Marcus Vinícius novamente lhe perguntou: E quantos você contou com a ajuda do Corpo de Bombeiros?

Garrido respondeu: Bem poucos.

Marcos Vinicius então lhe disse: Topa ou não fazer sem o Corpo de Bombeiros? Garrido respondeu que topava.

Era hora de aguardar o guincho chegar para iniciar o resgate dos corpos.

Hora do resgate

No momento de resgatar os corpos, foi necessário muita calma e estudo do que deveria ser feito, um dos ajudantes do guincho, foi o responsável por amarrar os cabos de aço, que deveria providenciar a tirada do veículo de dentro do lago, para que isso acontecesse ele teve que se equilibrar sobre galhos de árvores e subir no veículo onde os jovens estavam, que estava de rodas para cima dentro do lago.

Com todo esse sacrifício ele conseguiu amarrar os cabos de aço de forma segura, para que o carro não desabasse novamente.

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Momento de retirar o carro de dentro do lago

Tirar o carro do local onde estava e levar a terra firme, não foi muito demorado, foi uma tarefa de aproximadamente 10 minutos, mas que precisou de muito cuidado, afinal dentro do veículo estavam os corpos de quatro dos cinco jovens universitários.

Depois de colocar o veículo em terra firme, era hora de levar o veículo até as margens da pista para que os corpos dos jovens fossem retirados de dentro. Essa tarefa durou um pouco mais, mas, com a experiência do pessoal do guincho, a tranquilidade do delegado Marcus Vinicius e o trabalho do Departamento de Polícia Técnica, tudo foi feito, agora era hora de tirar os corpos do veículo e colocar no rabecão para que os mesmos fossem trazido ao Departamento de Polícia Técnica de Teixeira de Freitas.

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Trabalho da Caema

Os comandados do tenente coronel Ivanildo Paixão, comandante da Caema, foram muito importante em todo o trabalho tanto na procura ,como no achado dos corpos e o auxílio durante a remoção dos mesmos.

Houve policiais da Caema que estavam nas buscas pelos jovens desde as primeiras horas da manhã de domingo 22, quando se iniciou a procura pelos jovens, como é o caso do tenente Júlio, com quem conversamos durante o tempo em que esperávamos pela chegada dos corpos até a pista.

O tenente Júlio nos contou que estava nas buscas por estes jovens desde as primeiras horas do domingo e sem dormir, segundo ele, no momento em que foi dispensado para que fosse descansar, houve o anúncio do achado dos corpos e nessa hora o dever falou mais alto que o descanso, novamente ele foi mandado para o local e foi cumprir seu dever de proteger a sociedade, dever que para tal, ele se abdicou do direito de descansar.

Por Jotta Mendes/reportercoragem


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