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Assassino de Nayelle diz que foi ameaçado para não reconhecer marido como mandante

23/07/2020 - 14h04Por: Liberdade News

Adriano Oliveira de Carvalho

A imprensa teve acesso nesta semana, ao novo depoimento dado pelo acusado de ter matado a empresária Nayelle Alves Ribeiro, 31 anos. O crime ocorreu no último dia 10 de julho, dentro do estabelecimento comercial da vítima, um ferro velho localizado no bairro Monte Castelo, em Teixeira de Freitas.

Durante o processo de investigação para reconhecimento oficial entre o executor e o suposto mandante do crime, o esposo da vítima, o assassino Adriano Oliveira de Carvalho, 32, acabou não reconhecendo Rosival Moreira Macieira, 57 , o Val da Sucata, dentre os demais indivíduos na sala reservada pela polícia para este tipo de procedimento.

Além de não reconhecer fisicamente o Val da Sucata, Adriano também não conseguiu identificar a voz de quem seria o suposto mandante do crime.

Continuando os trabalhos investigativos, e diante do fato de Adriano não ter reconhecido a pessoa a quem ele espontaneamente apontou ao ser preso como sendo o mandante do crime, a polícia realizou um novo depoimento.

Neste depoimento, Adriano contou ainda mais detalhes, desde a sua chegada em Teixeira de Freitas, vindo de Porto Seguro, e até o motivo pelo qual ele não reconheceu o suposto mandante, Val da Sucata, no último dia 15 de julho.

O Adriano contou à polícia que chegou a Teixeira de carona, vindo de Porto Seguro no dia 7 de julho, e que ficou nas imediações do posto Ipiranga, onde tentava conseguir emprego. Ele conta que foi abordado no dia 9 por um homem que se identificou como Val, dono do galpão, que mexia com sucata. Desta vez, o assassino deu as características do homem, bem como em que veículo ele estava, um Fiat Strada branco. Ele disse ainda que Val estava com máscara, usava um boné e não desceu do carro.

Ainda segundo o Adriano, o homem conversou com ele abaixando a metade do vidro do veículo e lhe ofereceu dinheiro para ele fazer um serviço: dar um susto na esposa dele, pois, ela estaria lhe traindo.

Em seguida, Val teria lhe dado R$ 15 para ele comprar algo para comer. Depois, o acusado teria dito que não seria mais um susto, mas, que era para ele matar a esposa. Ainda segundo o Adriano, o suposto mandante teria dito que no local onde ele mataria a esposa, teria uma quantia de R$ 10 mil.

Esse valor, segundo o Adriano, estaria no ferro velho, e que era para ele subtrair o dinheiro e o celular da vítima, entregando o aparelho para o mardo da vítima, pois, ele queria provas da traição. Além desses R$ 10 mil, o mesmo ainda lhe daria 2 ou 3 mil.

O acusado relatou ainda, que Val teria lhe dado detalhes, tais como o horário que ele deveria chegar no estabelecimento e como proceder. O suposto mandante teria dito também, que caso ele visse no local, uma moto Twister, que ele abortasse a missão, pois, ele poderia matar a mulher errada.

Adriano disse que os R$ 15 que o Val lhe deu no dia anterior, ele comprou um pouco de cocaína, para usar no momento do crime, para lhe dar energia. O acusado seguiu nos detalhes, afirmando que o homem lhe disse que a moto Bros estaria escondida em um terreno no meio do mato, embaixo da moto estaria uma arma e ainda 2 sacolas com latinhas perto da motocicleta. Adriano contou também que no momento do “assalto”, ele não conseguiu subtrair os R$ 10 mil.

O assassino disse ainda à polícia, que ele já havia desistido de matar a vítima, porque se arrependeu, mas, que ela partiu para cima dele e ele atirou 2 vezes contra ela. Ele ressaltou que se arrepende de ter executado o crime, e que nunca havia matado ninguém antes.

Questionado por que ele não reconheceu o Val na delegacia, ele disse que estava sendo ameaçado pelos presos, e que ficou com medo de reconhecê-lo. Mas, alega também que o suposto mandante usava máscara e chapéu, o que dificultou o reconhecimento.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil (PC), que ainda não concluiu o inquérito. A polícia ainda aguarda resultados de perícia, novos depoimentos e diligências. Os acusados seguem presos à disposição da Justiça.

Edição: Bell Kojima


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