Bahia: garis são suspeitos de agredir empresário que morreu após ser espancado

Testemunhas afirmam garis agrediram empresário até a morte
Quatro garis são apontados pela Polícia Civil como os agressores do empresário Luciano Rodrigues Vieira, de 43 anos, que morreu após ser achado com sinais de espancamento no bairro da Pituba, em Salvador, no último sábado (9). Segundo a delegada Maria Selma, titular da 16ª Delegacia, e responsável pela investigação, um dos garis foi detido pela polícia e os outros três de apresentaram na unidade policial, na noite de segunda-feira (11).
O quatro são ouvidos pela delegada. Maria Selma adiantou que entre os suspeitos está o motorista de um caminhão de coleta de lixo da cidade. Ele foi capturado pela polícia. Os demais se apresentaram espontaneamente, informou a delegada.

Luciano foi enterrado na tarde de segunda-feira (11), em Salvador
Conforme a delegada, o motorista disse que o crime ocorreu após a vítima ter batido várias vezes no caminhão e ter xingado os trabalhadores. Ele negou ter participado da agressão, mas disse que os colegas bateram na vítima, informou Maria Selma.
Ainda conforme a delegada, após a agressão, a vítima teria ficado caída no chão e os garis seguiram com a coleta normalmente. A polícia tem imagens que mostram as agressões. No entanto, os vídeos não foram divulgados para a imprensa.
O órgãos do empresário foram doados. A vítima foi enterrada na tarde desta segunda, no cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas. Na cerimônia de despedida, amigos disseram que tinham visto em imagens de câmeras de segurança que as agressões sofridas por Luciano foram feitas por garis de Salvador.
Caso
Luciano Rodrigues Vieira, de 43 anos, teve a morte morte cerebral constatada no domingo (10), no Hospital Geral do Estado (HGE). Ele foi levado para a unidade de saúde pelo Samu, após a PM atender a uma denúncia de espancamento e acionar o serviço de urgência. Ele era economista e empresário, dono de uma delicatessen na capital baiana.
Luciano foi encontrado ferido na madrugada do sábado (9) na Rua Engenheiro Adhemar de Fontes. De acordo com a polícia, a última vez que Luciano foi visto com vida foi na noite de sexta-feira (8), por volta das 22h, em um bar também no bairro da Pituba, antes de ser achado com sinais de espancamento.
O gerente do estabelecimento foi ouvido e que disse que não teve nenhum tipo de violência ou confusão no bar na noite de sexta-feira.
Fonte: G1.Bahia