Caso Vitor Aguiar: polícia realiza a segunda reconstituição simulada do assassinato

Como da primeira vez, em 28 de dezembro de 2015, o acusado de cometer o crime, Renilton Prachedes Rodrigues (20 anos), resolveu de última hora negar a autoria do assassinato, no início da noite desta segunda-feira (11), aconteceu a segunda reconstituição do homicídio que vitimou o empresário dos ramos de veículos e transportes, Vitor Aguiar Antônio (30 anos), morto com um disparo de arma de fogo numa de suas casas, localizada à rua Tapajós, no bairro Universitário, região sul de Teixeira de Freitas.

Na primeira tentativa de reconstituição, após Prachedes negar a autoria da morte, o perito criminal Paulo Libório, coordenador do Departamento de Polícia Técnica de Teixeira de Freitas (DPT), optou em se retirar do local, afirmando que sem autoria assumida, ficava difícil incriminar o acusado, já que cabia à Polícia Civil, responsável por sua prisão, o ônus da prova.
Desta vez os trabalhos periciais foram comandados pelo também perito criminal Bruno Mello, responsável pelas análises iniciais no cenário do crime e portanto considerado o perito oficial do caso da morte de Vitor Aguiar.

A nova reconstituição foi solicitada pelo delegado Kleber Gonçalves, titular da Polícia Civil no município de Teixeira de Freitas e autoridade que preside o inquérito do caso e além de Bruno Mello, o trabalho contou com a participação do perito técnico Everton dos Anjos, além de agentes da 8ª Coorpin e do próprio acusado Renilton Prachedes Rodrigues, preso no Espírito Santo no dia 22 de dezembro de 2015, acusado de ser o autor do disparo que matou o empresário.

Na reconstituição realizada na noite desta segunda-feira, os peritos utilizaram uma máquina de fumaça e um lazer para identificar a trajetória do projétil, que atravessou o portão de metal e atingiu Vitor Aguiar que estava sentado de costas na cabeceira da mesa juntamente com seus amigos.

Após ser atingido na lateral do tórax, um pouco abaixo da axila, o empresário chegou a ser socorrido ao Hospital Sobrasa de Teixeira de Freitas, mas acabou não resistindo ao ferimento e morreu poucas horas depois.
Segundo informações da Polícia Civil, Renilton confessou a autoria do disparo e teria relatado que atirou porque não suportava mais o barulho da festa promovida por Aguiar e seus amigos no local.

Prachedes mora vizinho à casa onde aconteceu o assassinato.
A polícia informa que Renilton foi interrogado no dia de sua prisão, na presença de seu advogado, quando afirmara ter atirado sem a intenção de matar. A polícia tenta agora apreender a arma que teria sido usada no crime, a qual Renilton havia vendido para um desconhecido.

Aguarda-se que após essa nova reconstituição, pelo visto bem sucedida, para que o delegado Kleber Gonçalves conclua o inquérito policial. Aí ficará faltando apenas o pronunciamento do Ministério Público (MP) na peça, que logo depois será remetida à Justiça.
Por Ronildo Brito/TeixeiraNews
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