Cidadão se apresenta com o nome do galo de macumba enterrado na cova do menino invisível de Itabatã

Um cidadão morador do distrito de Itabatã, no município de Mucuri, se apresentou à Polícia Civil, declarando ter o mesmo nome do menino invisível que supostamente teria sido enterrado no cemitério do distrito, no último dia 20 de outubro, no qual caixão foi encontrado um galo de macumba. Segundo ele, teria sido sua ex-mulher que havia feito uma bruxaria para lhe prejudicar. Na terça-feira do último dia 12 de novembro, objetivando esclarecer dúvidas sobre a Certidão de Nascimento dando acento a um menino até então inexistente, que teria 1 ano e 3 meses, de nome Adilson Caetano Pinto da Silva, a Polícia Civil do município de Mucuri requisitou a exumação do possível cadáver. Contudo, os peritos localizaram um caixão infantil, cor branca, um galo de penas pretas, 3 corações de boi em estado de putrefação, velas vermelhas e pretas, uma fotografia 15×20 já desbotada e uma camiseta na cor goiaba.
A mototaxista Edileuza Pinto da Silva, 30 anos, está sendo investigada como autora do ato que se passando como mãe de uma criança que nunca existiu, conseguiu realizar o enterro fora de hora e com sua própria mão de obra no Cemitério após ludibriar o coveiro e com a promessa que lhe entregaria a guia de sepultamento no dia seguinte. E uma vez pressionada pela administração do Cemitério, a mulher teve que providenciar o documento. Primeiro conseguiu fazer um registro de Certidão de Nascimento do menino invisível como filho sem pai, no mesmo dia 21 de outubro, dia seguinte ao suposto sepultamento da criança. Mas para conseguir a guia de sepultamento, ela precisava declarar o óbito no Cartório de Registro Civil da comarca, onde o caso foi descoberto.
Para obter o óbito ela precisava provar o falecimento do menino por meio de um laudo médico e como a criança nunca existiu, então ficou difícil provar a existência civil de alguém que nunca nasceu. A suspeita, então, conseguiu duas pessoas para testemunhar no Cartório a seu favor sobre o falecimento fictício da criança que teria sido vítima de morte natural numa fazenda do município. Mas as declarações não convenceram e nem provaram nada. Atualmente, segundo o delegado Charlton Fraga, a acusada continua alegando que a criança existe e foram os avôs paternos do menino que arquitetaram o caso em questão e ainda nega que tenha feito algum enterro baseado em trabalho de bruxaria ou ato de magia negra.
Para a Polícia Civil, o menino ainda é fictício e nem ainda foi provada a existência dos seus avós paternos. Já em relação ao aparecimento deste cidadão com o mesmo nome do menino invisível, será um caso a parte para se observar ou apurar. Segundo o delegado Charlton Fraga, ele pretende esclarecer os fatos até o fim do mês de novembro e, se ficar provado o feito ilícito, a mototaxista Edileuza Pinto da Silva, será indiciada pela Polícia Civil de Mucuri, em dois crimes previstos no Código Penal Brasileiro e se condenada pela justiça poderá pegar de 2 a 6 anos de prisão por crime de promoção no registro civil a inscrição de nascimento inexistente (Art. 241) e de 1 a 5 anos de prisão por crime de falsidade ideológica (Art. 299).
Fonte Teixeira News
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