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Com fim de mandato, prefeitos denunciados na Águia de Haia devem perder foro privilegiado

14/03/2017 - 15h26

Dos sete denunciados pelo MPF (Ministério Público Federal) no âmbito da Operação Águia de Haia enquanto eram prefeitos, cinco devem perder o foro privilegiado por terem encerrado os mandatos no dia 31 de dezembro do ano passado.

São os casos dos ex-gestores de:

  • Itapicuru, José Moreira de Carvalho Neto;

  • Paramirim, Júlio Bittencourt;

  • Ruy Barbosa, José Bonifácio Marques Dourado;

  • Nova Soure, José Arivaldo Ferreira Soares;

  • Mirangaba, Dirceu Mendes Ribeiro.

Os processos contra eles, que antes tramitavam no TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), em segundo grau, devem ser remetidos à Seção Judiciária da Bahia, voltando à primeira instância.

Reeleitos, os prefeitos de Ribeira do Pombal, Ricardo Maia Chaves de Souza, e de Mairi, Raimundo de Almeida Carvalho, mantêm o foro privilegiado e, com isso, seus processos continuam sob a batuta do TRF-1. Entretanto, no grupo dos cinco ex-prefeitos, apenas Dirceu Ribeiro teve o processo enviado à primeira instância, até o momento.

   Um despacho publicado no dia 13 de fevereiro deste ano pelo juiz federal George Ribeiro da Silva, relator convocado do processo, ordena que os autos sejam encaminhados à Subseção Judiciária de Campo Formoso, no interior do estado.

Na semana passada, o TRF-1 negou um recurso interposto pela defesa do ex-prefeito. As ações movidas contra os outros ex-administradores, segundo levantamento feito pelo Bahia Notícias, ainda continuam tramitando no TRF-1. No entanto, assim como ocorreu com Ribeiro, o desembargador relator dos processos deve ordenar, em breve, o declínio de competência do tribunal para julgar os casos.

   Deflagrada em julho de 2015, a Operação Águia de Haia investiga um esquema de desvios de recursos federais da educação via Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

O valor desviado supera os R$ 57 milhões, segundo o MPF. Ainda de acordo com o órgão, o esquema fraudulento contou com a liderança do empresário, Kells Belarmino, que estruturou organização criminosa semelhante em um município de Minas Gerais e chegou a ser denunciado pelo Ministério Público local. Kells e sua esposa, Fernanda Marcondes, fizeram acordo de delação premiada no âmbito da operação, homologado pelo TRF-1. O deputado estadual Carlos Ubaldino (PSD) também está entre os denunciado.



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