Delegado Willian Pereira detalha investigação e afirma que caso do mototaxista “Ró” não está encerrado

Teixeira de Freitas: O delegado Willian Pereira, titular do Núcleo de Homicídios de Teixeira de Freitas, concedeu entrevista para detalhar os rumos das investigações sobre o desaparecimento e morte do mototaxista Romildo André Pereira, conhecido como “Ró”. Em pronunciamento, a autoridade policial enfatizou que, embora a autoria do crime já esteja confirmada com a prisão de Carlos Henrique de Jesus, de 23 anos, o caso permanece em apuração ativa até que todos os aspectos sejam esclarecidos.
O crime teve início no dia 9 de março, quando Ró foi dado como desaparecido, mobilizando familiares e as forças de segurança. Três dias depois, no dia 12, o corpo da vítima foi localizado, confirmando a hipótese de morte que já orientava as diligências preliminares. A partir de então, o Núcleo de Homicídios concentrou esforços na coleta de imagens de câmeras de segurança e na oitiva de testemunhas, o que se mostrou decisivo para o avanço do caso.
Segundo o delegado Willian Pereira, as imagens analisadas permitiram reconstituir os últimos momentos de vida do mototaxista. “Conseguimos identificar a vítima conduzindo a motocicleta com um passageiro na garupa, um indivíduo que vestia um blusão branco. Esse elemento foi essencial para direcionar as investigações”, destacou. Com base nesses indícios, a Polícia Civil representou pela prisão do principal suspeito no dia 16 de março. Posteriormente, Carlos Henrique de Jesus se apresentou ao Núcleo de Homicídios, onde teve o mandado de prisão cumprido e foi ouvido.
Em interrogatório, o suspeito confessou o crime e detalhou a dinâmica dos fatos. De acordo com o relato, a vítima teria cobrado R$ 15,00 pela corrida até o Residencial Santos Guimarães, mas o passageiro afirmou dispor apenas de R$ 8,00. Foi então combinado que o destino seria o Mont Serrat. Durante o trajeto, segundo o depoimento, uma discussão teria eclodido quando o mototaxista questionou o valor e disse que não valeria a pena levá-lo até a metade do caminho. Após uma troca de agressões, o suspeito narrou ter desferido um golpe de faca entre a clavícula e o pescoço da vítima, empurrando-a em seguida.
Apesar da confissão e da autoria confirmada, o delegado Willian Pereira fez questão de ressaltar que o trabalho investigativo está longe de ser concluído. “A autoria está confirmada integralmente, mas vamos continuar as investigações, pois ainda tem várias respostas a serem dadas acerca desse caso”, afirmou. Ele explicou que a motivação do crime ainda é um ponto em aberto, uma vez que, até o momento, não há qualquer evidência de ligação prévia entre o suspeito e a vítima, o que torna o caso mais complexo e exige um aprofundamento maior das apurações.
A Polícia Civil, por meio da 8ª COORPIN e do Núcleo de Homicídios, segue com diligências em andamento para reunir novos elementos que possam esclarecer completamente o crime e garantir a responsabilização de todos os envolvidos, caso haja outros. Os capacetes e a arma utilizada no crime ainda não foram localizados e continuam sendo alvos de buscas. Carlos Henrique de Jesus permanece preso e poderá contribuir com novas fases da investigação.
O caso segue sob acompanhamento das autoridades, que aguardam também os resultados de perícias e demais provas para fechar todas as lacunas da elucidação do homicídio.
Por: Rafael Vedra/Liberdadenews