Desequilibrado, secretário de Segurança de Teixeira de Freitas agride e ameaça repórter

O secretário de Segurança com Cidadania de Teixeira de Freitas, coronel Bartolomeu Correia Calheiros, provocou uma cena inusitada na tarde de quarta-feira, 4 de dezembro, na rua Haiti, próximo a sede da OAB, na região do centro da cidade.

Tudo teria acontecido depois que o repórter Ary Vieira, do Portal “Teixeira Agora”, teria ido ao local verificar denúncias de internautas informando que agentes de trânsito do município estariam escondidos debaixo de uma árvore, na esquina entre as ruas Haiti e Sagrada Familia, multando quem por lá passasse, sem observar as mudanças recentes feitas no trânsito da região, sem nenhum critério, nem trabalho de informação eficiente para os motoristas.
Ao notar a presença do repórter Ary Viera, os agentes de trânsito reagiram de forma equivocada e tentaram retirá-lo de lá, chegando a jogar o veículo da fiscalização em cima do repórter. Não o atingindo, os agentes chamaram a Polícia Militar através do 190. Ao tomar conhecimento do fato, a PM não fez questão de aparecer no local, pois, já sabia dos abusos cometidos pelos agentes, que, então, apelaram ao secretário de Segurança com Cidadania, Bartolomeu Calheiros, que já chegou com opinião formada sobre a situação e foi autorizando os agentes de trânsito a multarem o carro do repórter, que nada tinha a ver com a situação.
Neste momento, o vereador Souza da PM, que estaria passando pelo local, teria intervido, para que não fosse cometida nenhuma arbitrariedade, chamando o coronel Calheiros para ouvir a versão do repórter. O que foi feito, sendo o relato do repórter diferente dos agentes.
Quando tudo parecia resolvido, o coronel Calheiros decidiu mostrar seu lado descontrolado, partindo para cima do repórter, chegando a bater com as duas mãos no peito de Ary, gritando: “Eu não tenho medo de você, prova disso é que agora vou gritar”, neste momento, apenas uma intervenção do vereador Souza foi capaz de evitar uma agressão maior ao repórter, que, comedido, ficou ouvindo tudo de braços cruzados.
Não satisfeito com o que tinha feito, o coronel saiu do local chingando muito o repórter, com palavras como “picareta, desonesto, ladrão” e outras palavras de baixo calão, não condizente com a funçao que ocupa, que é de chefe de segurança com cidadania, que tem como missão principal evitar os atos de violência.
Ao final de tudo, o repórter se sentiu ameaçado e pediu ao vereador Souza da PM que tomasse providências em relação ao fato.
Alguém que estava servindo de motorista do coronel Calheiros chegou a tentar impedir que o repórter Jotta Mendes tirasse fotos da confusão, alegando direito de imagem, mas, foi informado pelo repórter e pelo vereador que ali era um local público e que o repórter estava no exercício da profissão.
Por Jotta Mendes/Repórter Coragem