Policial

Dois anos após atropelamento fatal, família de ciclista cobra justiça em Mucuri

06/11/2025 - 18h01

Mucuri: A dor da perda se transformou em uma luta contra o esquecimento e a impunidade. Há mais de dois anos, a família e os amigos de Adalto Aires dos Santos, ciclista de 44 anos, aguardam por um desfecho na Justiça sobre o atropelamento que tirou sua vida no dia 15 de julho de 2023, no KM 942 da BR-101, em Itabatã, distrito de Mucuri/BA.

A reportagem foi procurada por familiares que relataram a frustração com a morosidade do caso. De acordo com eles, a condutora do veículo envolvido, Daniela Pereira de Jesus Sanders, não sofreu qualquer sanção penal ou cível e continua trafegando normalmente pelas ruas do município como se nada tivesse acontecido.

“Além da dor da perda, ainda temos que conviver diariamente com a sensação de impunidade, como se a vida do nosso ente querido não tivesse nenhum valor. O tempo que se passou é mais que razoável para que tivéssemos uma resposta da justiça”, desabafou um familiar.

Uma Morte que Comoveu a Comunidade Ciclística:

O acidente, que inicialmente parecia ter deixado uma chance de sobrevivência, teve um desfecho trágico. Conforme detalhes do ocorrido, Adalto foi atropelado por um veículo VW/Polo Sedan, de cor prata, placa ODL-9401, conduzido por Daniela. Socorrido em estado grave, ele foi inicialmente levado para o Hospital Municipal São José, em Mucuri, e depois transferido para o Hospital Municipal de Teixeira de Freitas (HMTF), onde lutou pela vida por oito dias antes de falecer, em 22 de julho.

Sua morte causou grande comoção. Adalto era um membro ativo e querido da comunidade ciclística, integrando os grupos “Alto Giro de Itabatã” e “MTB Itabatã”. Ele também foi “adotado como amigo e companheiro de jornadas” pelo grupo “Foco no Pedal”, de Teixeira de Freitas, que se solidarizou com a família. Seu corpo foi velado em Teixeira de Freitas e sepultado em sua cidade natal, Formosa do Rio Preto, no Oeste da Bahia.

A Busca por uma Resposta:

O caso de Adalto reflete um problema nacional. Acidentes de trânsito estão entre as maiores causas de mortes no Brasil, e é justamente por isso que a legislação tem endurecido as penas para crimes no volante. A família espera que o Poder Judiciário local dê a devida atenção ao caso, garantindo que a memória de Adalto seja honrada com a justiça que merece.

O espaço segue aberto para a condutora do veículo, Sra. Daniela Pereira de Jesus Sanders, para que apresente sua versão dos fatos.

Por: Edvaldo Alves/Liberdadenews


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