Epaminondas dono da Pavel preso por manter desmanche de veículos possuía dois mandados de prisão em aberto
O empresário Epaminondas Calixto dos Santos, 49 anos, proprietário da PAVEL, peças e acessórios preso na manhã do dia 4 de abril, acusado de manter um desmanche de veículos no Loteamento Zé da Mata no Tancredo Neves em Teixeira de Freitas, possuía dois mandados de prisão preventiva em aberto.
Os mandados foram expedidos pela justiça de Colatina no Espírito Santo, onde ele é acusado dos crimes de furto qualificado e receptação. As prisões preventivas que estavam em aberto foram descobertas pelo Serviço de Investigação da 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior responsável pelo processo investigatório que desmontou o esquema do desmanche.
Epaminondas que já tinha sido flagranteado em Teixeira por receptação, após supressão dos sinais identificadores dos veículos que estavam em seu galpão, vai responder também, pelos dois crimes cometidos no Espírito Santo.
Entenda o caso
Epaminondas foi preso no dia 4, depois que policiais militares da Companhia de Emprego Tático Operacional (Ceto) interceptaram um veículo modelo D-20 que transportava diversas peças de veículos sem documentação.
A D-20 era conduzida por um funcionário da PAVEL, que não soube explicar a procedência das peças. Para averiguar a situação a PM se deslocou até o estabelecimento na Avenida Getúlio Vargas, onde também não foi encontrada nenhuma documentação, e tanto os dois funcionários abordados inicialmente quanto Epaminondas foram conduzidos à delegacia para prestarem esclarecimentos.
O caso foi passado ao Serviço de Investigação da 8ª Coordenadoria Regional de Polícia Civil que sob o comando de delegado Marco Antônio conseguiu desmontar o esquema de desmanche.
De acordo com a Polícia Civil, veículos de diversas marcas e modelos eram desmontados em um galpão no Tancredo Neves e as peças eram vendidas na PAVEL como se fossem de procedência lícita.
No local foram encontradas diversas peças de veículos além de placas com números cortados, que para o delegado Marco Antônio foi feito de forma proposital para dificultar a identificação dos veículos.
O galpão passou por uma perícia do Departamento de Polícia Técnica para saber se os carros desmanchados tem algum tipo de restrição de roubo, o resultado dos laudos deve ficar pronto nos próximos dias.
Apesar das recentes descobertas referentes aos mandados de prisão preventiva em abertos no Espírito Santo, a Polícia Civil continua investigando o caso, segundo relatou o delegado titular Marco Antônio.