Policial

Gerente da Caixa é preso pela PF em Posto da Mata por suspeita de fraude de R$ 7,6 milhões

10/09/2026 - 19h42

Operação Tântalo apura suposto esquema envolvendo abertura irregular de contas, inserção de dados falsos e contratação fraudulenta de operações de crédito

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (10), a Operação Tântalo, para investigar um suposto esquema de fraudes contra a Caixa Econômica Federal. A ação ocorreu em Posto da Mata, distrito de Nova Viçosa, no extremo sul da Bahia, onde foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal.

O principal alvo da operação é Alexandre Campos Fernandes, apontado pelos investigadores como suspeito de ter utilizado a própria posição funcional na instituição financeira para viabilizar operações bancárias fraudulentas. De acordo com as informações divulgadas sobre a investigação, os prejuízos sob apuração ultrapassam R$ 7,6 milhões.

Suspeita de uso do cargo para fraudes

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura possíveis crimes contra a Administração Pública e contra a fé pública. Entre as condutas investigadas estão a abertura irregular de contas bancárias, inserção de informações falsas em sistemas informatizados, contratação fraudulenta de operações de crédito e transferência indevida de recursos para suposto proveito próprio.

A suspeita é de que o cargo ocupado pelo investigado tenha sido utilizado como instrumento para facilitar ou executar as operações que estão no centro da investigação.

A dimensão financeira do caso chama atenção: os valores envolvidos, segundo a investigação, já ultrapassam R$ 7,6 milhões, o que coloca a operação no radar das autoridades federais pela possível extensão do prejuízo causado à instituição financeira.

Equipamentos e documentos foram apreendidos

Durante o cumprimento das medidas judiciais, os policiais federais recolheram dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais que poderão contribuir para o esclarecimento dos fatos.

Todo o material deverá passar por análise pericial e investigativa. A expectativa é de que os elementos apreendidos possam ajudar a identificar a dinâmica das supostas fraudes, a destinação dos recursos e a eventual participação de outras pessoas.

A investigação também busca verificar se houve coautores, partícipes ou beneficiários das operações investigadas.

PF busca identificar destino dos milhões

Além de esclarecer como as supostas fraudes teriam sido praticadas, a Polícia Federal pretende rastrear o caminho percorrido pelos valores que teriam sido desviados.

As diligências deverão apurar a eventual existência de outros crimes relacionados ao caso e identificar patrimônio ou recursos que possam estar vinculados às condutas investigadas, com possibilidade de adoção de medidas para recuperação de ativos e ressarcimento dos prejuízos.

A Operação Tântalo segue em andamento, e novas medidas poderão ser adotadas à medida que os investigadores analisarem os documentos e equipamentos apreendidos.

Importante: o investigado é considerado suspeito no âmbito da investigação e não significa que tenha sido condenado. A responsabilidade criminal somente poderá ser definida ao final do devido processo legal, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

Fonte: Bahia Extremo Sul / Polícia Federal


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