Gerente da Caixa é preso pela PF em Posto da Mata por suspeita de fraude de R$ 7,6 milhões

Operação Tântalo apura suposto esquema envolvendo abertura irregular de contas, inserção de dados falsos e contratação fraudulenta de operações de crédito
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (10), a Operação Tântalo, para investigar um suposto esquema de fraudes contra a Caixa Econômica Federal. A ação ocorreu em Posto da Mata, distrito de Nova Viçosa, no extremo sul da Bahia, onde foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal.
O principal alvo da operação é Alexandre Campos Fernandes, apontado pelos investigadores como suspeito de ter utilizado a própria posição funcional na instituição financeira para viabilizar operações bancárias fraudulentas. De acordo com as informações divulgadas sobre a investigação, os prejuízos sob apuração ultrapassam R$ 7,6 milhões.

Suspeita de uso do cargo para fraudes
Segundo a Polícia Federal, a investigação apura possíveis crimes contra a Administração Pública e contra a fé pública. Entre as condutas investigadas estão a abertura irregular de contas bancárias, inserção de informações falsas em sistemas informatizados, contratação fraudulenta de operações de crédito e transferência indevida de recursos para suposto proveito próprio.
A suspeita é de que o cargo ocupado pelo investigado tenha sido utilizado como instrumento para facilitar ou executar as operações que estão no centro da investigação.
A dimensão financeira do caso chama atenção: os valores envolvidos, segundo a investigação, já ultrapassam R$ 7,6 milhões, o que coloca a operação no radar das autoridades federais pela possível extensão do prejuízo causado à instituição financeira.
Equipamentos e documentos foram apreendidos
Durante o cumprimento das medidas judiciais, os policiais federais recolheram dispositivos eletrônicos, documentos e outros materiais que poderão contribuir para o esclarecimento dos fatos.
Todo o material deverá passar por análise pericial e investigativa. A expectativa é de que os elementos apreendidos possam ajudar a identificar a dinâmica das supostas fraudes, a destinação dos recursos e a eventual participação de outras pessoas.
A investigação também busca verificar se houve coautores, partícipes ou beneficiários das operações investigadas.
PF busca identificar destino dos milhões
Além de esclarecer como as supostas fraudes teriam sido praticadas, a Polícia Federal pretende rastrear o caminho percorrido pelos valores que teriam sido desviados.
As diligências deverão apurar a eventual existência de outros crimes relacionados ao caso e identificar patrimônio ou recursos que possam estar vinculados às condutas investigadas, com possibilidade de adoção de medidas para recuperação de ativos e ressarcimento dos prejuízos.
A Operação Tântalo segue em andamento, e novas medidas poderão ser adotadas à medida que os investigadores analisarem os documentos e equipamentos apreendidos.
Importante: o investigado é considerado suspeito no âmbito da investigação e não significa que tenha sido condenado. A responsabilidade criminal somente poderá ser definida ao final do devido processo legal, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
Fonte: Bahia Extremo Sul / Polícia Federal