Destaque

Indentificados 4 suspeitos de participarem de estupro coletivo; um deles trabalhou nos estúdios Globo

27/05/2016 - 10h42

Lucas Perdomo Duarte Santos e Raphael Assis Duarte Belo

A Polícia Civil já identificou quatro homens suspeitos de terem participado do estupro de uma jovem de 16 anos, no fim de semana passado, no morro São José Operário, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio.

De acordo com relato da jovem à polícia, ela teria sido estuprada por 33 homens na casa.

Em depoimento à polícia, a adolescente contou que foi visitar o namorado em uma casa no alto da comunidade que era usada por homens ligados ao tráfico de drogas na região. Imagens postadas pelos supostos agressores no Twitter geraram indignação ao mostrarem a menina desacordada com órgãos genitais expostos.

No vídeo, um homem admite: “uns 30 caras passaram por ela”.

Lucas Perdomo Duarte Santos e Raphael Assis Duarte Belo (2)

Dos quatro identificados até o momento, dois são suspeitos de terem divulgado as imagens nas redes sociais; um é o rapaz que tinha um relacionamento com a jovem; e o quarto identificado aparece no vídeo ao lado da garota.

Marcelo Miranda da Cruz Correa (18 anos), e Michel Brazil da Silva (20 anos), são os suspeitos de divulgar as imagens da vítima na internet. Já Lucas Perdomo Duarte Santos (20 anos), é o rapaz com quem a adolescente tinha um relacionamento e teria participação direta no crime.

O outro homem que teria participado do estupro é Raphael Assis Duarte Belo (41 anos), que aparece nas imagens ao lado da garota.

Raphael trabalhou como apoio a operador de câmera nos estúdios Globo, de onde foi desligado em agosto do ano passado.

O MPRJ (Ministério Público do Rio), que acompanha o caso, através da 23ª Promotoria de Investigação Penal, informou que a Ouvidoria da instituição já recebeu cerca de 800 denúncias sobre os criminosos e que já encaminhou o material retirado das redes sociais para os órgãos de investigação do crime.

Em nota, a Polícia Civil informa que a DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática) e a DCAV (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima) estão trabalhando de forma integrada na investigação do crime.

A Subchefia Operacional e o DGPE (Departamento Geral de Polícia Especializada) colocaram suas unidades à disposição para auxiliar na investigação.

O cidadão que tiver qualquer informação que possa contribuir com a investigação, especificamente endereços dos suspeitos ou novas provas do fato, pode entrar em contato com a Polícia Civil através da CAC (Central de Atendimento ao Cidadão) pelos telefones (21) 2334-8823, (21) 2334-8835, pelo chat online ou pelo Disque Denúncia 2253-1177.

Os delegados de Polícia Alessandro Thiers e Cristiana Bento, responsáveis pela investigação, atenderão a imprensa nesta sexta-feira, às 12h30, na Cidade da Polícia, para apresentar novas informações sobre o caso.

A vítima do estupro coletivo foi levada na manhã de ontem (26) para o setor de ginecologia do Hospital Maternidade Maria Amélia, no centro do Rio, onde fez exames e tomou medicamentos para evitar doenças sexualmente transmissíveis e Aids.

Deixe sua opinião:


Deixe seu comentário