Jotta Mendes Pensando com Coragem “O que tem haver “Teixeira Folia” com Pedofilia?”

Quero começar minha coluna desta semana homenageando a cidade que escolhi para viver, minha querida Teixeira de Freitas, que completou 28 anos de emancipação na quinta-feira, 9 de maio. É uma cidade com vocação para o crescimento e tem mostrado ao longo dos anos que mesmo abandonada pelo Poder Público consegue crescer a passos largos. Crescimento que chega a despertar a inveja nos políticos, que, mesmo surrupiando as riquezas de nossa terra, veem-na crescer. Parabéns, Teixeira de Freitas!
Após as felicitações, vamos ao assunto em discussão.
Pedofilia é o crime de praticar ou forçar sexo com crianças até os 14 anos. Tempos atrás, a idade em questão era até os 16 anos, depois reduziram para 13, passando dos 14 a 16 ser crime sexual, quando a vontade de uma das partes não é respeitada; vira crime de estupro.
Porém, quem tem entre 14 e 16 anos não possui condições de decidir sobre sua vida sexual, conforme conta na lei dos crimes sexuais.
Cada caso é um caso, no entanto. Desta forma, se o maior em questão tiver “influências”, consegue apaziguar o crime sexual e nada acontecerá a ele.
Mas, o que isso tem a ver com o título da coluna? É que o “Teixeira Folia” seria um bom local para combater a pedofilia.
Seria ótimo que as autoridades pudessem fiscalizar de perto alguns barões da cidade, que, em épocas de folia – como carnaval e festa da cidade –, usam seus carrões, ou, até os cargos que ocupam, para aliciar garotas que vão às festas em busca de diversão. Aproveitam-se delas, sendo que, claro, hás as que já vão objetivando vender o corpo, mas, outras, são iludidas, algumas seduzidas. Talvez, o cargo que o safado exerce pode influenciar, ou, o carrão. A menor se deixa levar pela imaturidade, o desejo de fazer inveja às amigas, sem saber que podem estar entrando num caminho sem volta.
Há garotas que, por vezes, precisam até trocar de cidade, porque viram motivo de gozação no colégio, não podem passar na rua que todos apontam. Restando a única alternativa, que é ir para longe da família.
O crime de pedofilia é um dos crimes mais difíceis de ser combatidos pelas autoridades policiais. Porque, além da vítima ser extremamente vulnerável, o crime acontece sempre em oculto, ou seja, não conta com a presença de testemunhas, o que, obviamente, dificulta que seja descoberto. Estes criminosos sempre amedrontam suas vítimas, ameaçando seus familiares, amigos e a própria menor, caso contem para alguém.
Na maioria dos casos, o crime é descoberto bem depois, as vítimas sempre ficam com traumas. Depois que é descoberto, os pais precisam levá-las a psicólogos, que, nem sempre, conseguem recuperar a autoestima da menor.
Outra particularidade do crime é que a maioria acontece no seio da família. São padrastos que abusam das enteadas, pais que molestam filhas, tios que abusam das sobrinhas.
Em outras ocasiões são professores, padres, pastores, pessoas que, de certa forma, exercem certa influência sobre a vítima, o que facilita o abuso e dificulta que o crime seja descoberto, pois o pedófilo tem a confiança dos envolvidos.
Por isso, o Teixeira Folia seria um ótimo palco de combate à pedofilia. Os organizadores poderiam fazer uma campanha de combate, disponibilizando número para denúncia em cartazes. Seria interessante até que colocassem no anúncio do “Teixeira Folia”, algo do tipo “Teixeira Folia contra Pedofilia”.
No entanto, ao que parece, o tema não agrada aos organizadores. Quem sabe têm medo de afastar os barões pedófilos da festa. Como eles têm dinheiro, seria grana a menos no caixa da festa. Mas, poderá ocorrer pedofilia no “Teixeira Folia”?
Acredito que não, mas, por via das dúvidas, é melhor que as autoridades fiquem de olho. Espero que tenham entendido a relação que estabeleci.
Passar bem. Boas festas e parabéns, Teixeira de Freitas.
Jotta Mendes é radialista e repórter