Polícia

Lágrimas, emoção e dor no adeus à família vítima de acidente com ônibus da empresa do deputado Ronaldo Carleto

03/01/2013 - 23h58

Acompanhado de uma grande multidão de pessoas que se dividiram entre parentes, amigos, familiares, vizinhos e pessoas que ficaram sensibilizados com a tragédia, que ceifou a vida de quatro componentes da mesma família, além de uma afilhada que teria ido com toda família curtir a chegada do ano novo, na beira da praia, mas que ao retornarem para casa acabaram sendo vítimas de uma grande tragédia.

Foram sepultados na tarde de quinta-feira 03 de janeiro, Neda Ferreira Magalhães, 49 anos; Simone Magalhães de Souza, 19 anos; Roberto Magalhães Souza, 25 anos; e João Andrade de Souza, 54 anos, que juntos formavam a família do senhor “João Pedreiro”, que acabou ceifada na tragédia.

O cortejo fúnebre que teve início por volta das 16 horas, saindo da Rua Ibaúba, 80, bairro Vila Caraípe, onde os corpos das vítimas vinham sendo velados, percorreu várias ruas do Vila Caraípe, passando pelo Bela Vista, até chegar a Avenida Presidente Getulio Vargas, que seguiu até o cemitério local.

O enterro dos quatro caixões, ficou marcado pela homenagem da Academia de Capoeira do contra-mestre “Nego Tula”, ao capoeirista Roberto, que era aluno da academia, mas que teve sua vida ceifada precocemente no acidente, vários integrantes da academia compareceram ao velório prestando sua última homenagem ao colega, tanto no velório, quanto no enterro, quando os capoeiristas cantaram diversas canções que são cantadas nas rodas de capoeira, emocionando a todos que estavam presentes.[jwplayer config=”Video Paginas” mediaid=”22372″]

Em seguida, foram sepultados todos os corpos, iniciando pelo corpo do patriarca da família o senhor João Pedreiro, em seguida foi sepultado o corpo de Roberto, que ficou na mesma cova que seu pai, na parte superior, sendo colocado na cova ao lado, o corpo de Neda Ferreira, a esposa de João Pedreiro, na sequência foi sepultado o corpo da jovem Simone Magalhães, que sonhava em ser modelo, mas que teve o sonho interrompido pela enorme tragédia que ceifou sua família. Seu corpo foi colocando na parte superior da cova de sua mãe.

A outra vítima do acidente a criança Cinthia Alves Machado, de 11 anos, que era afilhada de batismo de João Pedreiro e Neda, foi sepultada no final da tarde de quarta-feira dia 02.

Muito abalado e ainda emocionado com tudo que aconteceu, o senhor Arnaldo Andrade Souza, irmão de João Pedreiro conversou com nossa reportagem ainda no cemitério, ele que também estaria no carro que foi esmagado pelo ônibus da Expresso Brasileiro, empresa que pertence ao deputado estadual Ronaldo Carleto, se seu irmão tivesse encontrado alguém para tomar conta da casa.

Ao não encontrar ninguém para tomar conta da casa enquanto a família viajava, seu Arnaldo se ofereceu para ficar para que os outros pudessem ir, abrindo vaga para que a pequena Cinthia fosse em seu lugar, fato que acabou salvando sua vida, uma vez que ele não viajou, mas que a pessoa que foi em seu lugar, acabou morrendo.

Seu Arnaldo contava muito emocionado como é sua família de nove irmãos, que agora ficou apenas com oito sendo que um acabou morrendo, “nós somos um povo humilde, porém somos unidos”, dizia seu Arnaldo. Tudo que a gente fazia, era sempre juntos, é muito triste ver meu irmão e sua família partir assim, dizia seu Arnaldo.

Seu Arnaldo foi o primeiro da família a receber a péssima notícia, segundo ele, um amigo que vinha logo atrás de moto, teria identificado a família e pedido para que uma enfermeira que passava pelo local lhe avisasse, fazendo com que ele ficasse ciente do que tinha ocorrido. Apesar de ainda muito abatido com tudo, seu Arnaldo ainda pediu que agradecesse a enfermeira que lhe deu a notícia, que ele não soube dizer o nome, mas que segundo ele, lhe tratou muito bem e diminuiu o impacto da dor ao lhe dar a péssima notícia de forma muito educada e com sabedoria.

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Apesar da tragédia que ceifou a vida de uma família, causado por um dos ônibus de sua empresa, até agora o deputado estadual Ronaldo Carleto, nem tão pouco sua empresa, se pronunciaram sobre o acontecido.

Por Jotta Mendes/reportercoragem


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