Polícia

“Mumu” e Alessandro dão detalhes de como teriam atirado contra Diogo, e negam assassinato

24/01/2013 - 17h38
Mumu faz pose ao lado de Alessandro ao serem apresentados a imprensa
Alessandro Lima Gomes, 29 anos, que tem três passagens pela Cadeia Pública de Itamaraju, e Fabrício Lima Gomes, o “Mumu”, de 21 anos, que já tem uma passagem por crime de receptação, tiverem suas prisões temporárias decretadas no final da tarde de quarta-feira, 23 de janeiro.

Os dois estão presos na 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior e são acusados de terem matado Genésio Vieira de Sousa, o “Bolota”, 33 anos, assassinado com quatro tiros no interior de sua própria casa, por volta das 15 horas da última sexta-feira, 18 de janeiro, na rua Guarani, centro de Teixeira de Freitas. Outra acusação que pesa sobre os dois é a autoria de uma tentativa de homicídio contra Diogo da Silva Miranda, 22 anos, ocorrida no dia 4 de janeiro, na rua Nova Cruz, no bairro Jardim Planalto.Marco Antonio Neves

Segundo o delegado Marco Antônio Neves, titular da Polícia Civil de Teixeira de Freitas, Alessandro e “Mumu” já estavam sendo investigados pelos dois crimes através do núcleo do Serviço de Investigação em Locais de Crime (SILC), quando foram detidos em uma ação da Companhia de Emprego Tático Operacional (CETO) no último domingo, 20 de janeiro.

Com as prisões, a Polícia Civil teve maior subsídio nos trabalhos investigativos que comprovaram as participações dos dois acusados nos crimes de homicídio e a tentativa, esta última confessada por “Mumu”. A autoria do homicídio foi negada por ambos, no entanto, testemunhas os reconheceram, inclusive, contaram que na ação, tanto “Mumu”, quanto Alessandro teriam disparado contra a vítima, que não teve chance de defesa e morreu no interior da própria residência.

Em entrevista, “Mumu” disse que agiu em legítima defesa ao atirar contra Diogo. Ele alega que a vítima teria tentado lhe matar com um facão, mas a polícia acredita que o crime, assim como o homicídio de “Bolota”, tenha ligação direta com o tráfico de drogas e a participação deles em outros crimes de homicídio está sendo investigada.

Com a prisão temporária, “Mumu” e Alessandro ficarão detidos por 30 dias, prazo que corresponde ao tempo estipulado para conclusão das investigações.


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