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“Nunca vão saber por que pai matou filha no Dia dos Pais”, diz delegada

16/08/2017 - 11h21

A delegada Débora Cristina Abdala Nóbrega, responsável pelo caso da mãe e da filha mortas a tiros pelo pai no domingo (13), Dia dos Pais, em Guaraci, no interior de São Paulo, revelou que “ninguém nunca vai saber” o que levou o homem a cometer o crime.

   “O que pode ter levado um pai a expressar tanto ódio para dar três tiros no peito de uma filha? Ninguém nunca vai saber porque não deu tempo nem dela desabafar com alguém“, disse a delegada em entrevista ao G1.

O agente penitenciário Ronaldo da Silva Corrêa (49 anos), atirou na filha Anna Victoria Corrêa (17), na mulher Rosicleia da Silva (46), e na própria cabeça. Os assassinatos aconteceram pouco depois da adolescente publicar uma homenagem de Dia dos Pais no Facebook.

Em entrevista ao G1, a delegada disse ainda que a jovem tinha 17 anos, e não 18, como a Polícia Militar havia divulgado inicialmente. Nóbrega ainda vai ouvir alguns parentes para instaurar o inquérito e encaminhar para o Fórum, onde deve ser arquivado, já que o autor do duplo homicídio morreu.

   “Não temos o que apurar. Vou ouvir a família para instruir o inquérito e porque é procedimento que deve ser feito devido às mortes, porque o suicídio dele não é crime“, justificou.

A delegada afirma que em 21 anos de carreira já viu muitos casos chocantes, mas os homicídios de domingo têm um motivo especial para comover.

   “Sou mãe, tenho família e ouvir uma criança de 5 anos dizer que está com saudade e quer a mamãe é muito difícil. Não existe motivo para ele ter feito isso“, disse ela.

O casal tinha um filho de 5 anos, que deve ficar com parentes até que a Justiça decida sobre a guarda dele.

Os três corpos foram velados e enterrados na última segunda-feira (14) em Guaraci.


Edição Bell Kojima/Repórter Coragem


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