PC elucida homicídio de pedreiro, morto a tiros na porta de casa, e identifica autores

Luiz Assis Moreira
A Polícia Civil (PC), através do delegado Manoel Andreetta, responsável pela Pasta de Homicídios da Delegacia Territorial, chegou à elucidação de mais um crime contra a vida em Teixeira. Trata-se do homicídio de Luiz Assis Moreira, 41 anos de idade, que foi executado a tiros na porta de sua residência, no último dia 5 de janeiro, na rua 02, no bairro Cidade de Deus.
A vítima fatal foi encontrada em decúbito dorsal (barriga voltada para cima), apresentando cerca de 8 lesões provocadas por disparos de arma de fogo, a maioria na região do peito e do abdômen. A equipe do plantão, liderada pelo delegado Bruno Ferrari, realizou o levantamento cadavérico juntamente com as equipes da PM e do Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Paulo Henrique Carvalho Moreira, vulgo PH ou Branquinho
Na ocasião, 2 indivíduos chegaram na casa de Luiz, de bicicleta, e chamaram pelo filho dele, a pessoa de Paulo Henrique Carvalho Moreira, vulgo PH ou Branquinho, 20, sendo certo que, no momento em que a vítima foi abrir o portão, foi alvejada por vários disparos de arma de fogo, sem ter qualquer chance de defesa, efetuado pelos dois executores, cada um utilizando uma arma. Na sequência, os criminosos deixaram o local tomando rumo ignorado.
O caso foi encaminhado para o delegado Andreetta, o qual após o desenvolvimento das investigações, imprimidas em conjunto com os investigadores: Sérgio Adriano, Alexandre Augusto, Alex Honorato e Marcos Gomes, chegaram à autoria do crime.

Watson Afonso Nunes, Marcos Vinícius Alves dos Santos, o Pezão e Mateus Conceição Mangueira, o Careca
Branquinho era acusado de tráfico, e na manhã do mesmo dia, os executores estiveram na casa de Luiz Moreira procurando pelo filho dele, o pai teria dito que o mesmo não morava ali. Os acusados, identificados pela polícia como, Watson Afonso Nunes, 20, Marcos Vinícius Alves dos Santos, o Pezão, 24 e Mateus Conceição Mangueira, o Careca, 19, teriam voltado ao local na mesma noite para matar o PH.
Watson e Pezão chegaram na residência e o Careca ficou na esquina da casa. Quando o Luiz atendeu ao chamado, na porta, os executores efetuaram vários disparos de arma de fogo, matando o pai de Paulo Henrique.

Uma ocorrência registrada na delegacia, dá conta de que o trio de executores já havia atentado contra a vida de Branquinho em outra oportunidade, fato ocorrido na madrugada do dia 21 de setembro de 2019, na casa onde o rapaz residia anteriormente, situada na rua Arapiraca, no bairro Tancredo Neves.
Na ocasião, os executores correram atrás do jovem com facões e pedaços de madeira, no claro objetivo de matá-lo, ação que terminou por atrair a atenção de uma guarnição da policiais militares que passava próximo ao local, provocando a debandada do grupo de executores e a consequente prisão em flagrante delito de PH, por estar portando drogas no interior de sua residência.

“O grupo criminoso ao qual os executores pertence, acabou matando uma pessoa inocente somente pelo fato de a mesma ser parente do verdadeiro alvo dos bandidos, ação considerada covarde e cruel, que causou grande comoção pública entre os moradores daquela localidade, sendo certo que o grupo está sendo investigado pela prática de outros assassinatos em série, fruto da guerra entre grupos de traficantes que disputa o controle do tráfico de drogas naquela área”, explicou o delegado Andreetta.
Manoel Andreetta afirmou ainda que a PC não vai descansar até colocar todos os envolvidos no crime atrás das grades. O inquérito policial foi devidamente concluído, relatado e encaminhado à Justiça.
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Edição: Bell Kojima