Polícia

PC elucida homicídio de pedreiro, morto a tiros na porta de casa, e identifica autores

30/01/2020 - 15h08Por: Edvaldo Alves/Liberdade News

Luiz Assis Moreira

A Polícia Civil (PC), através do delegado Manoel Andreetta, responsável pela Pasta de Homicídios da Delegacia Territorial, chegou à elucidação de mais um crime contra a vida em Teixeira. Trata-se do homicídio de Luiz Assis Moreira, 41 anos de idade, que foi executado a tiros na porta de sua residência, no último dia 5 de janeiro, na rua 02, no bairro Cidade de Deus.

A vítima fatal foi encontrada em decúbito dorsal (barriga voltada para cima), apresentando cerca de 8 lesões provocadas por disparos de arma de fogo, a maioria na região do peito e do abdômen. A equipe do plantão, liderada pelo delegado Bruno Ferrari, realizou o levantamento cadavérico juntamente com as equipes da PM e do Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Paulo Henrique Carvalho Moreira, vulgo PH ou Branquinho

Na ocasião, 2  indivíduos chegaram na casa de Luiz, de bicicleta, e chamaram pelo filho dele, a pessoa de Paulo Henrique Carvalho Moreira, vulgo PH ou Branquinho, 20, sendo certo que, no momento em que a vítima foi abrir o portão, foi alvejada por vários disparos de arma de fogo, sem ter qualquer chance de defesa, efetuado pelos dois executores, cada um utilizando uma arma. Na sequência, os criminosos deixaram o local tomando rumo ignorado.

O caso foi encaminhado para o delegado Andreetta, o qual após o desenvolvimento das investigações, imprimidas em conjunto com os investigadores: Sérgio Adriano, Alexandre Augusto, Alex Honorato e Marcos Gomes, chegaram à autoria do crime.

Watson Afonso Nunes, Marcos Vinícius Alves dos Santos, o Pezão e Mateus Conceição Mangueira, o Careca

Branquinho era acusado de tráfico, e na manhã do mesmo dia, os executores estiveram na casa de Luiz Moreira procurando pelo filho dele, o pai teria dito que o mesmo não morava ali. Os acusados, identificados pela polícia como, Watson Afonso Nunes, 20, Marcos Vinícius Alves dos Santos, o Pezão, 24 e Mateus Conceição Mangueira, o Careca, 19, teriam voltado ao local na mesma noite para matar o PH.

Watson e Pezão chegaram na residência e o Careca ficou na esquina da casa. Quando o Luiz atendeu ao chamado, na porta, os executores efetuaram vários disparos de arma de fogo, matando o pai de Paulo Henrique.

Uma ocorrência registrada na delegacia, dá conta de que o trio de executores já havia atentado contra a vida de Branquinho em outra oportunidade, fato ocorrido na madrugada do dia 21 de setembro de 2019, na casa onde o rapaz residia anteriormente, situada na rua Arapiraca, no bairro Tancredo Neves.

Na ocasião, os executores correram atrás do jovem com facões e pedaços de madeira, no claro objetivo de matá-lo, ação que terminou por atrair a atenção de uma guarnição da policiais militares que passava próximo ao local, provocando a debandada do grupo de executores e a consequente prisão em flagrante delito de PH, por estar portando drogas no interior de sua residência.

O grupo criminoso ao qual os executores pertence, acabou matando uma pessoa inocente somente pelo fato de a mesma ser parente do verdadeiro alvo dos bandidos, ação considerada covarde e cruel, que causou grande comoção pública entre os moradores daquela localidade, sendo certo que o grupo está sendo investigado pela prática de outros assassinatos em série, fruto da guerra entre grupos de traficantes que disputa o controle do tráfico de drogas naquela área”, explicou o delegado Andreetta.

Manoel Andreetta afirmou ainda que a PC não vai descansar até colocar todos os envolvidos no crime atrás das grades. O inquérito policial foi devidamente concluído, relatado e encaminhado à Justiça.

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Edição: Bell Kojima


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