Placa de mototáxi teria sido clonada após erro de despachante

A Polícia Civil está investigando como a placa de uma moto modelo YBR, cadastrada na Associação dos Mototaxistas de Teixeira de Freitas (AMOSTEF), foi clonada.

A adulteração foi descoberta na noite da última segunda-feira, 20 de julho, depois que o mototaxista, Vagner Costa Souza, 24 anos, foi flagrado pelo Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto) em um esconderijo com drogas, no bairro Liberdade II.
Com o acusado, que estava trabalhando como condutor de aluguel há cerca de 15 dias, os policiais encontram 57 papelotes de uma substância identificada como “cocaína”, uma algema e um carregador de pistola 380. No local, o Peto ainda apreendeu a moto usada por ele com adesivos padrões da Associação de Mototaxistas.
Além disso, acrescentava-se o crime de adulteração de placa, pois, de acordo com o sistema da Secretaria de Segurança Pública, a placa colocada na moto, HJD 1982, seria de um Cintroën/C3 EXC 1.6 Flex A, de cor preta, licenciado em Belo Horizonte/MG.

O dono da moto, para o qual Vagner trabalhava, disse possuir o veículo há oito anos, e passou a noite na delegacia após o flagrante com suspeitas de adulteração. Ele explica que teria acontecido um erro na impressão da placa quando era feita a alteração da cor, ou seja, quando ela deixou de ser cinza e passou a ser vermelha, cor de placa característica de veículos de aluguel.
A suposta confusão teria acontecido cerca de seis meses atrás. O dono da moto disse que deixou o veículo em um despachante para cuidar do processo de mudança da cor, e a empresa, que ainda não teve o nome divulgado, seria a responsável pelo erro na primeira letra da placa, trocou o K pelo H.
Com a letra trocada, a placa passou a ter a mesma identificação do Citroen de Belo Horizonte. Mesmo com a evidência do erro, na hora de lacrar a placa, o funcionário do Detran não notou a troca das letras.
Na manhã de quarta-feira, a delegada Waldizia Fernandes, ouviu funcionários da empresa Despachante e do Detran. Após os depoimentos a moto foi liberada, ainda segundo a delegada a empresa Despachante apresentou documentos que comprovam o erro de digitação. As investigações continuam para apurar as responsabilidades da adulteração.
Fonte Sulbahianews