Polícia Civil conclui inquérito sobre homicídio em Vila Portela e identifica executores e mandante do crime

A Polícia Civil da Bahia concluiu o inquérito policial que investigou o homicídio de Paulo Vitor Pereira de Jesus, de 27 anos, ocorrido no dia 16 de janeiro de 2026, na zona rural do município de Ibirapuã, no extremo sul da Bahia.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Territorial de Ibirapuã, vinculada à 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (8ª Coorpin), em Teixeira de Freitas, e apontaram que a vítima foi sequestrada no distrito de Vila Portela antes de ser executada.
De acordo com a apuração policial, Paulo Vitor foi colocado à força dentro de um veículo Fiat Siena, de cor preta, utilizado pelos autores do crime. Em seguida, ele foi levado para uma estrada vicinal da região, onde acabou sendo executado.
Durante as investigações, a polícia conseguiu identificar e apreender o automóvel utilizado na ação criminosa, que estava vinculado ao investigado E.D.R., de 57 anos, conhecido como “Estive”.
Executores identificados
Com base no conjunto de provas reunidas no inquérito, a Polícia Civil identificou três executores do homicídio:
• A.A.S., de 18 anos, conhecido como “Nego Bel”;
• A.D.J.M., de 35 anos, conhecido como “Galego”;
• E.D.R., de 57 anos, conhecido como “Estive”.
Durante diligências para capturar os envolvidos, A.D.J.M. (Galego) morreu em confronto com policiais militares na cidade de Teixeira de Freitas.
Mandante do crime
As investigações também apontaram a participação de outros envolvidos no caso, entre eles M.T.C.S., de 24 anos, conhecido como “Taboada”, apontado pela polícia como líder do grupo investigado e mandante do homicídio.
Segundo a Polícia Civil, a motivação do crime está ligada à disputa pelo controle do tráfico de drogas na região, além de desentendimentos relacionados à localização de uma arma de fogo utilizada em uma tentativa de homicídio ocorrida dias antes no distrito de Vila Portela.
Prisões e medidas judiciais
Com base nos elementos reunidos ao longo das investigações, a Justiça decretou prisões preventivas contra os envolvidos.
Os dois executores que permanecem vivos — “Estive” e “Nego Bel” — foram presos e estão custodiados no Conjunto Penal de Teixeira de Freitas, onde permanecem à disposição da Justiça.
Já o apontado como mandante do crime, “Taboada”, que já estava preso no Conjunto Penal de Teixeira de Freitas (CPTF), teve uma nova prisão preventiva decretada e foi transferido para o Presídio de Segurança Máxima de Serrinha, em razão da gravidade dos fatos e do risco à ordem pública. Segundo a polícia, há indícios de que ele continuava comandando crimes mesmo estando preso.
Com a conclusão de todas as diligências, incluindo a coleta de laudos periciais e cumprimento das medidas cautelares, o inquérito policial foi finalizado e encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que deverão adotar as medidas legais cabíveis.