Polícia

Policial Civil diz que agiu em legítima defesa ao matar ‘Chapa’

03/05/2013 - 10h30
João de Jesus, vulgo Rei do Cimento.2

O delegado Wendel Ferreira, titular da Delegacia Regional de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) e presidente do inquérito, para o qual foi designado para apurá-lo, concluiu na terça-feira (30/04) e deve relatar e encaminhar à justiça até a sexta-feira (03/05), o inquérito policial que apura o assassinado do carregador João de Jesus, o “Rei do Cimento”, 45 anos, que era natural de Camamu, na Bahia e residia na Rua Inácio Monteiro, no bairro Jerusalém, na zona leste de Teixeira de Freitas.João de Jesus, vulgo Rei do Cimento

O chapa João de Jesus, o “Rei do Cimento”, foi abatido com dois tiros de Pistola Ponto-40 que lhe atingiram o ombro esquerdo e a perna esquerda na altura da virilha, por volta das 16h45 de sábado do último dia 6 de abril, entre as bombas 1 e 2 do Posto de Combustível Nossa Senhora Aparecida (antigo Posto Ipiranga) na altura do KM-871 da BR-101, no bairro Monte Castelo em Teixeira de Freitas.João de Jesus, vulgo Rei do Cimento.3

Dois dias após o crime (em 08/04/2013), os advogados Alexsandro Gonçalves de Jesus Santiago e Dominique Ferreira de Souza apresentaram ao delegado Wendel Ferreira, a pessoa do policial civil Luzinon Lopes de Amorim, 62 anos, assumindo a autoria do crime. O policial contou que por meio da solicitação de um comerciante, havia minutos antes, promovido uma abordagem a dois elementos que estariam armados no interior de um estabelecimento comercial denominado de “Bar do Zé Galinha” e após ter feito a revista e nada ter encontrado com os dois suspeitos se dirigiu ao Posto de Combustível para abastecer seu carro.

Momento que foi surpreendido por dois homens e que embora conhecesse a figura da sua vítima, não possuía nenhuma relação com o mesmo, que este já chegou lhe agredindo com palavras de baixo calão, possivelmente tomando as dores das pessoas que foram abordadas momentos antes no bar e que não se recorda que tenha visto a vítima no ambiente onde promoveu a abordagem aos dois suspeitos. Declarando que a vítima era um homem alto e forte, cujo apelido que herdou de “Rei do Cimento” era justamente pela força bruta que possuía e era acostumado a carregar e descarregar sozinho um caminhão de cimento.

O agente declarou que após os insultos foi obrigado a dá voz de prisão ao seu agressor, momento que seu parceiro fugiu correndo e a vítima entrou em luta corporal com o mesmo na tentativa de tomar sua pistola. Tentou algemá-lo e também não conseguiu ao ponto de levar um soco do rosto e seus óculos quebrarem e ao perceber que o chapa lhe imobilizaria ao agarrar suas pernas, foi obrigado a disparar um tiro contra sua perna e mesmo assim não conseguiu dominá-lo e só conseguiu o domínio após lhe alvejar na região do ombro.

O policial disse ainda que agiu estritamente em defesa da sua própria vida e o seu ato foi de legítima defesa e em defesa de terceiros, ao entender, que caso o “chapa”  lhe tomasse a pistola, era mais do que certo, que pela fúria do mesmo, ele morreria alvejado pela sua própria arma e o homem ainda poderia alvejar outras pessoas presentes no posto, esses que durante a luta, torciam para que ele (o policial) dominasse o agressor. Testemunhas disseram que a vítima estava armada de faca e tratava-se de uma pessoa agressiva e que perdeu a sua própria família por causa das suas agressões e vícios com drogas nocivas.

O delegado Wendel Ferreira conseguiu ouvir 11 testemunhas que estavam no momento da confusão que culminou com a morte do chapa “Rei do Cimento”, inclusive caminhoneiros que estavam de passagem por Teixeira de Freitas e que haviam parado no posto para abastecer ou lanchar. As versões nas oitivas foram idênticas em relação ao fato, narrando que o policial foi provocado e não conseguiu êxito na tentativa de algemar o agressor que era mais avantajado fisicamente e 17 anos mais jovem do que o agente e tendo ainda acertado um soco no rosto do policial e lhe quebrando os óculos. Os depoimentos evidenciam que o policial civil Luzinon Lopes de Amorim, 62 anos, agiu em legítima defesa.

Por Athylla Borborema


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