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População vai às ruas de Teixeira de Freitas e pede paz e justiça

07/02/2015 - 17h14
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Apesar da divulgação em rádios e emissoras de televisão, também em redes sociais, poucas pessoas participaram da caminhada pela Paz ocorrida na manhã de sábado, 7 de fevereiro, pelas ruas de Teixeira de Freitas.

Com apenas um representante do comércio, familiares e amigos das vítimas de homicídios registrados nos últimos dias, ainda assim, a mobilização conseguiu seu principal objetivo, chamar a atenção da população para o alto índice de violência e fragilidade da segurança pública do município.Teixeira pede paz2

A caminhada ganhou frente com uma faixa com pedido de justiça pela morte do professor José Jorge do Nascimento, o “Jota Jota”, morto na rua Floriano Peixoto, no bairro Tancredo Neves, a poucos metros de casa, na tarde do dia 8 de janeiro, com quase 20 tiros de pistola ponto 40.

Para se ter uma ideia do nível de violência, Teixeira de Freitas já registrou em fevereiro, oito assassinatos, contando com a morte de um presidiário espancado durante um motim, resultado da disputa de poder por um dos pavilhões da unidade, no total já são 16 mortes em 2015.Teixeira pede paz

Edmilson Fernandes, que participa pela segunda vez de um protesto com finalidades parecidas, acredita que a incidência de crimes está ligada a sensação de impunidade dos autores. Ele é pai de Alisson Moreira Fernandes, assassinado no dia 27 de janeiro de 2014, quando estava sentado na calçada em frente a uma mercearia tomando refrigerante na Urbis I. De acordo com a Polícia Civil, o assassinato foi cometido por Jacob da Silva Brito, 23 anos, que está foragido.Teixeira pede paz4

Outro homicídio registrado em 2014, bastante lembrado durante a caminhada, foi do jornalista e ex-vereador, Jeolino Xavier Lopes, “Gel Lopes”. No próximo dia 27, o assassinato que foi assunto nos principais veículos de comunicação do país, completa um ano, até o  filho de Gel Lopes, o também jornalista, Joris Bento, participou do ato e destacou a importância da caminhada para conscientização da sociedade, “não devemos apontar um culpado, a violência é uma questão social, toda cidade deveria participar de atos como este, não temos políticas públicas voltadas para nossa juventude, precisamos da participação efetiva dos poderes constituintes, somente quem vive esta realidade, sabe e sente na pele o que de verdade uma violência”, comentou.

Dentre os assassinatos de maior repercussão em fevereiro deste ano, está o do comerciante, Cristiano Gomes Cabral, de 33 anos, morto a tiros em uma ação violenta ao lado do seu do seu estabelecimento, o “Mercadinho JC” no bairro Liberdade, um representante comercial que estava com ele, também morreu. Ate o momento ninguém foi preso.Teixeira pede paz Nozao

O pai de Cristiano, Claudionor Alves, também ganhou as ruas na manhã deste sábado, e chorou bastante durante a caminhada. Emocionado, ele não teve condições de gravar entrevista, disse apenas que a população precisa de resultados quando o assunto é buscar soluções para resolver deficiências na segurança pública.

Fonte Sulbahianews


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