Presidente da APETF e dono do Jornal o Sollo, Jadilson Moraes recebeu sem trabalhar durante 6 anos da Prefeitura de Porto Seguro

Entre os anos de 2002 e 2003 a Prefeitura de Porto Seguro viveu o maior escândalo de corrupção da sua história, quem não lembra-se de ver a terra mãe do Brasil sendo destaque nacional e até internacional? Naquela época era prefeito de Porto Seguro José Ubaldino Alves Pinto Júnior, o Ubaldino Júnior, o secretário de saúde era seu tio Uldurico Alves Pinto.

O que poucas pessoas sabem é das pessoas que ajudaram Ubaldino Júnior e Uldurico Pinto a lesar os cofres da Prefeitura de Porto Seguro, uma dessas pessoas é o hoje empresário do ramo de comunicação Jadilson Silva de Moraes, dono do Jornal o Sollo e presidente da Associação de Pastores Evangélicos Teixeira de Freitas (APETF), líder da Igreja do Santo Evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo.

Jadilson Moraes foi uma espécie de funcionário “fantasma”, aqueles que recebem sem trabalhar, o mais estranho nessa história é que Jadilson Moraes era funcionário concursado, porém, não aparecia para trabalhar e mesmo assim recebeu durante seis anos, entre os anos de 2002 e 2008.

Na época Jadilson Moraes era presidente da CDL de Porto Seguro, onde sua empresa de comunicação estava instalada, mesmo assim, antes de tomar posse como funcionário concursado, ele exerceu um cargo de confiança, nomeado pelo então prefeito Ubaldino Júnior a pedido do secretário de saúde Uldurico Pinto, ele era diretor de atenção à saúde, cargo que ele foi nomeado no ano 2000, exercendo até junho de 2003.
Jadilson Moraes tomou posse como concursado em 2002 no cargo de técnico administrativo, mesmo assim continuou até junho de 2003 no cargo de diretor de atenção à saúde, função que ele era subordinado a Uldurico Pinto então secretário de saúde.
Os fatos envolvendo Jadilson Moraes foi investigado pelo Ministério Público e denunciado no Jornal A Tarde e está até hoje disponível na versão online do Jornal A Tarde.

Vejamos na íntegra matéria publicada no Jornal A Tarde em 2009.
“O Ministério Público Estadual (MPE) está investigando dois funcionários públicos da prefeitura de Porto Seguro, a 709 km de Salvador, no Extremo Sul do Estado, que estariam recebendo salário mensal sem que estivessem exercendo suas funções. Até agora, só um nome foi divulgado: Jadilson Silva de Moraes, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da cidade desde fevereiro deste ano. O outro seria uma médica.
O promotor que investiga o caso, Dioneles Leone Santana Filho, informou que já ouviu Jadilson Moraes, servidor efetivo da prefeitura desde 2002, ano em que foi aprovado para o cargo de técnico administrativo em concurso público municipal. “Prefiro não dar detalhes da investigação. Só posso afirmar que há indícios fortes de que o fato vem ocorrendo”, afirmou o promotor.
Moraes teria começado a trabalhar em 2000 na prefeitura de Porto Seguro, na função de diretor de atenção à saúde, cargo em que atuou, diz ele, até junho de 2003, quando o prefeito era José Ubaldino Alves Pinto Júnior. Moraes passou a constar na folha de pagamento da prefeitura local como técnico administrativo em 2002.
Ele conta que seu salário era de pouco mais de R$ 600 como técnico administrativo e mais outra quantia era paga para chegar ao teto de R$ 3 mil (quantia paga ao cargo de diretor de atenção à saúde). O presidente da CDL, que também é empresário do ramo da comunicação, disse que foi afastado em junho 2003 do cargo por “razões políticas” e que, desde então, passou a ficar “à disposição”.
Salário – O problema é que Moraes não parou de receber o salário de técnico administrativo mesmo quando estava afastado do cargo. Ele mesmo afirma que deixou de receber o dinheiro somente a partir de março deste ano, quando foi fazer o seu recadastramento. Fazendo-se a conta de quando foi afastado até ter deixado de receber o salário, Jadilson Moraes ganhou da prefeitura R$ 42.600 sem estar trabalhando ao longo de quase seis anos.
Ao contrário do promotor Dioneles, que condena a postura tanto de quem recebeu o salário quanto de quem pagou, Jadilson considera “normal” receber pagamento sem trabalhar, ou estando “à disposição”. “Eu sou concursado. Não iria pedir demissão. Durante todo esse tempo eu procurei os prefeitos e ninguém me disse onde eu teria de trabalhar. Não tenho culpa”, afirmou, depois de lembrar que existem cerca de 30 funcionários em situação parecida com a dele. “Mas não sei se recebem salário”, frisou.”.
Confira a matéria do Jornal A Tarde
Nesse período Jadilson Moraes abocanhou o montante de R$ 42.600, que a época representava uma montanha de dinheiro, isso sem comparecer ao trabalho.
Além de receber sem trabalhar, em 2003 Jadilson Moraes montou o Jornal o Sollo na versão impressa e viajava toda Bahia vendendo o jornal e fechando contratos com prefeituras e câmaras de vereadores, o que significa que nem em Porto Seguro ele estava, quando deveria estar a serviço da Prefeitura de Porto Seguro.
A explicação dada por Jadilson Moraes ao MP a época demonstra sua falta de caráter e sensatez com o dinheiro público, ele teria dito que como nenhum prefeito o colocava pra trabalhar, ele não ia trabalhar, no entanto todos os meses estava lá recebendo o dinheiro.
Jadilson Moraes também faltou com a verdade, pois, quem designa o local que o servidor público deve trabalhar é o RH e não o prefeito, o prefeito faz nomeação de cargos de confiança, funcionário concursado fica a disposição do RH.
Antes de publicar essa matéria, quando tomamos conhecimento dos fatos, o Repórter Coragem entrou em contato com Jadilson Moraes, que não antedeu nossas ligações, nem respondeu nossas mensagens via aplicativo de Whatsapp.
Caso ele queira manifestar-se o Repórter Coragem desde já disponibiliza o direito de resposta.