Preso suspeito de tráfico de drogas, empresário Gilson nega envolvimento e é defendido por amigos

Gilson Neres de Souza
Foi apurado que um dos acusados de tráfico, preso em uma operação da Caema, nesta quinta-feira, 4 de dezembro, é empresário dono da transportadora Nação Turismo, com sede na rua Mauá, no Centro de Teixeira de Freitas. Gilson Neres de Souza, 51 anos, disse para a polícia que trabalha no ramo de transporte de passageiros e mercadorias no município há mais de 12 anos.
Em seu depoimento ele alega que mesmo trabalhando há mais de uma década no ramo, tem baixa escolaridade e que delega a função de controle de passageiros e mercadorias a “certos funcionários“. Afirmou que ás vezes passa semanas sem ir ao seu escritório e que não sabia que existia drogas nas caixas encontradas dentro do galpão do seu estabelecimento.
Segundo Gilson, antes do flagrante ele estava em seu horário de almoço quando, por volta de 12h20, recebeu a ligação do loteiro Cristiano Santana Sena, o qual disse estar vindo apressado de Eunápolis e precisava pegar logo as caixas. O empresário foi até seu escritório onde encontrou apenas as caixas. Cristiano afirmou que seriam as caixas certas sem sequer abrir para ver o conteúdo, disse ainda que não tinha nota fiscal ou documentos da mercadoria.
Em seu depoimento, Gilson reafirmou à polícia que sua empresa está desorganizada e, que não tem controle sobre a entrada e saída das mercadorias, tudo é controlado pelos seus funcionários. Em relação às notas grampeadas com valores e nomes de pessoas, ele disse ser de recebimento dos seus clientes, sobre os volumes transportados, e que seus funcionários anotam assim os valores recebidos; pelo tamanho ele receberia em torno de R$ 90 por cada caixa, sendo este o valor do frete.

Cristiano Santana Sena
O Cristiano disse trabalha com o transporte clandestino. Em depoimento ele afirma que foi procurado por um homem em um Colbat branco, o qual o contratou para buscar as caixas; receberia R$ 700,00 pelo serviço. Segundo ele, no momento em que ele chegou na transportadora foi abordado por pessoas, inicialmente sem farda, e depois por PMs que já foram para o escritório e abriram as caixas.
Ele disse que não chegou a colocar as caixas dentro do seu veículo e não possuía nenhum documento ou nota que identificasse a encomenda, mas, o contratante havia lhe informado que a transportadora sabia quais seriam as caixas a serem entregues a ele. Alegou também que só viu as drogas quando chegou na delegacia.
Cristiano revelou ser usuário de maconha e nunca foi processado na Justiça.
Pessoas que dizem conhecer Gilson, atestam sua honestidade. Muitos dizem que ele está nesse ramo há tempos e que nunca ouviram nada que desabonasse sua conduta.
O empresário e o loteiro foram flagranteados pelo delegado Charlton, por tráfico de drogas e seguem presos à disposição da Justiça.
Correção e revisão: Bell Kojima/RC