Quase 4 anos depois, Polícia reconstitui acidente que matou Moabe e Vivian

O pedido de reprodução simulada foi feito pelo advogado de defesa Gean Prates, em dezembro de 2013, mas a reprodução simulada do acidente que matou o casal de recém-casados Moabe Cristal Félix, 29 anos, e Vivian Silva Alves, 23 anos, em 19 de junho de 2011, só pode ser realizado na tarde desta quinta-feira, 5 de fevereiro.

A reconstituição foi realizada pelos peritos criminais da 8ª Coordenadoria Regional de Polícia Técnica, Paulo Libório e Bruno Melo, com auxílio do perito técnico, Alexson Magalhães. Durante a reprodução do acidente, a Polícia Rodoviária Estadual, interditou parte do trecho da BA 290, no perímetro urbano, onde ocorreu o acidente.
Além de reproduzir a versão do motorista, Rodrigo da Silva Matos, a perícia refez a versão de duas testemunhas. A reconstituição foi deferida pela Justiça depois que o advogado Gean Prates contestou partes do laudo anexado ao inquérito policial.
No dia do acidente, Moab e Vivian estavam em uma motocicleta modelo Titan, de cor preta, placa JKJ-5694, quando colidiram em uma picape Strada de placa NTS-4356 que vinha no sentido oposto. A moto foi arremessada a aproximadamente 50 metros de distância; o casal morreu no local do acidente na BA 290, no perímetro urbano, onde ocorreu o acidente.

Pouco mais de 40 dias após o acidente, em 5 de agosto, o delegado Charlton Fraga Bortolini, na época titular da delegacia circunscricional de Teixeira de Freitas, concluiu e remeteu à Justiça o inquérito que apurou a morte do casal.
Rodrigo foi indiciado por homicídio doloso e chegou a ter a prisão decretada, mas conseguiu o relaxamento de prisão e está em liberdade aguardando julgamento. Na época, o delegado Charlton foi enfático ao dizer que “acidente é uma coisa, homicídio é outra, quando você utiliza um carro para praticar um crime. Não podemos entender este fato como apenas um acidente de trânsito. No caso do Moab e da Vivian existe provas periciais e testemunhas que o Rodrigo estava em altíssima velocidade e na contramão! Isto não pode ser considerado como acidente”, comentou o delegado durante entrevista à imprensa local.
Os maiores questionamentos do advogado estão ligados a velocidade do veículo determinada no laudo pericial, que aponta velocidade superior a 120 km por hora no momento da colisão com a moto, e 80 km por hora na batida contra a árvore. Gean disse que a perícia precisa esclarecer quais cálculos foram feitos para determinar tais velocidades. O advogado também contesta o fato de o laudo apontar uma colisão frontal entre os dois veículos, quando seu cliente, Rodrigo, alega que foi atingido pela motocicleta na lateral do seu carro.
O perito criminal, Paulo Libório, questionou a falta de um acompanhamento de um terceiro perito por parte da defesa, devido a contestação ao primeiro laudo.
O irmão de Moab, Naftaly Cristal e a mãe dele, Joelita Costa Cabral, acompanharam a reconstituição que segundo eles, com base nas provas iniciais e testemunhas, é desnecessária.
O laudo que contém versões contraditórias será estudado para identificar quais, ou qual, se aproxima da real dinâmica do acidente. O laudo também será anexado às peças do processo da ação penal que corre na justiça.
Fonte Sulbahianews