Tentativa de burlar lei das licitações? Governo de João Bosco fica mudo
O governo do prefeito petista, João Bosco, ainda não se pronunciou acerca de especulações ventiladas na imprensa teixeirense sobre ação que seria uma suposta tentativa de burlar a lei de licitações: Decreto Municipal 17/2013, que declara estado de emergência no município. O fato veio a público somente no último sábado, 2 de fevereiro, quase 30 dias após a assinatura do decreto, que teria ocorrido em 7 de janeiro.
Apesar de o documento ter sido publicado no Diário Oficial no dia 31, sua não divulgação por parte do prefeito e/ou setor de imprensa que “fala” por ele, causou estranheza, já que oito dias após a assinatura do decreto, Bosco convocou a imprensa para uma coletiva, onde falou, sem citar o “estado de emergência”, acerca das dificuldades iniciais enfrentadas em sua gestão, relatando, inclusive, um suposto rombo de, aproximadamente, R$ 10 milhões nas Secretarias de Educação e Saúde.
Dentre os questionamentos da sociedade, e, da imprensa teixeirense, em especial, está o por quê de o prefeito não ter citado o decreto quando da entrevista coletiva ocorrida em 15 de janeiro. Tal fato suscitou uma série de dúvidas e, consequentemente, principiou muito disse-me-disse na cidade, desestabilizando a harmonia que, até então, havia entre o povo e sua administração.
O que importa para os especialistas políticos é que com o município em estado de emergência, a administração consegue, através de uma brecha na lei das licitações (nº 8666/93), contratar serviço sem concorrência pública, abrindo precedentes para possíveis irregularidades.
Mais “zum-zum-zum”
Outro buchicho que circula nos bastidores políticos teixeirenses é que o deputado federal Josias Gomes, também do PT, teria auxiliado na campanha de Bosco e, em troca, assumido o cargo metafórico de “primeiro ministro” teixeirense, dando as cartas na atual gestão através do secretário de Finanças, Ari Silva Santos, o “Ari dos Remédios”, vindo de Ilhéus e indicado pelo deputado.
Nesta segunda-feira, 4 de fevereiro, o Sulbahianews encaminhou uma pauta sobre o assunto ao Departamento de Comunicação da Prefeitura de Teixeira de Freitas, a fim de dirimir dúvidas e permitir que a Prefeitura desse seu parecer sobre as acusações, mas, até o fechamento desta matéria, não obteve resposta.
Confira abaixo a pauta encaminhada à Assessoria de Comunicação.
PAUTA
Tema: Omissão das informações sobre o Decreto Municipal 17/2013 que declara estado de emergência
Segundo circulou na imprensa local e em redes sociais este final de semana, desde janeiro que foi publicado no Diário Oficial o Decreto Municipal 17/2013 de 7 de janeiro declarando estado de emergência na cidade, sendo que o fator polêmica está no fato de o prefeito, João Bosco (PT), durante coletiva de imprensa realizada no dia 15 do mesmo mês, nada ter citado sobre o assunto aos jornalistas presentes.
Perguntas:
Por que esta informação foi omitida da imprensa?
De que forma ela veio à tona somente agora?
Há algum planejamento para que o Diário Oficial do Munícipio se torne comum à população e, talvez, assim, evitar este tipo de situação?
O que, de fato, motivou o decreto?
Qual período de vigência e o que fica impossibilitado de ser feito neste ínterim?
Há boatos de que decreto chega ao conhecimento da imprensa no momento em que começam a surgir denúncias contra o secretário de Finanças, Ari Silva Santos, representando uma forma de desviar o foco para outro assunto e, assim, “proteger” o secretário. O que tem a dizer sobre isso?
Outro nome citado é o do deputado Josias Gomes. Qual seria a razão de estarem supondo que ele é quem está dando as ordens na prefeitura, sob a ótica de vocês? Ou é comentário sem fundamento?
Por Jotta Mendes/Sulbahianews