Polícia

Três anos depois assassinato dos professores em Porto Seguro continua sem solução

19/09/2012 - 09h20
Eles morreram em vão, colegas dele de sindicato se calam e não cobram mais justiça para o caso. Site da  APLB não cita nada sobre a data.

Em 17 de setembro de 2009 os professores Álvaro Henrique e Elisney Pereira, dirigentes sindicais da APLB, comandavam uma greve da categoria na rede municipal de ensino de Porto Seguro, quando foram covardemente assassinados.

Investigações da polícia levaram a conclusão de que o crime foi a mando do ex-secretário de Governo da prefeitura, Edésio Lima, na época braço direito do prefeito Gilberto Abade e dirigente estadual do PSB. O prefeito não é citado na investigação, mas policiais militares que faziam segurança dele foram acusados de participarem do crime.

JURI POPULAR

Edésio chegou a ser preso por seis meses na sede da Polinter, em Salvador. Hoje, três anos depois, Edésio (que dizem nunca ter se desligado totalmente da relação com a prefeitura de Porto Seguro) e os ex-seguranças do prefeito aguardam em liberdade o juri popular, cuja data ainda não foi marcada pelo Tribunal de Justiça e corre o risco de nunca acontecer.

O juiz que sentenciou os acusados a juri popular se transferiu da cidade, o promotor que pediu a prisão dos acusados se envolveu em um problema pessoal e foi removido para outro município.

NA BAHIA, A IMPUNIDADE AINDA É LEI QUANDO O CRIME ENVOLVE POLÍTICOS.

Fonte politicalivre


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