érico
cavalcanti

2022-um ano para esquecer

30/12/2022 - 20h29

Eu classifico meus anos vividos assim, em: ano para lembrar, ano para esquecer. Quando ele foi bom, não só pra mim, minha família, mas para os que me cercam, para àqueles com os quais convivo, um ano que me trouxe alegrias, como nascimento de filhos, netos, trouxe vitórias na atividade profissional e etc., esses foram anos que entraram na minha classificação como anos para lembrar. Os anos para esquecer, são aqueles que foram ruins, os que trouxeram notícias ruins, tanto de doenças em pessoas da família, em amigos, conhecidos, quanto de morte em pessoas que eu admirava, convivia, ou simplesmente conhecia. Quando a morte de alguém, que faz parte da sua história de vida, chega até você, parece que um pedaço seu é arrancado e levado embora.

Neste ano que está terminando, eu experimentei duas sensações de notícias de morte, uma delas a morte física de algumas pessoas que eu admirava, a outra, a “morte em vida” de alguns “amigos” (?!), que levados pelo descompasso no pensamento político, entraram numa crise existencial e passaram a viver num universo paralelo, muito distante do meu.

Mesmo que o ano de 2022 tenha me dado a alegria de ver afastado do governo, o maior louco que já apareceu na política brasileira. Ele foi muito mais louco do que Jânio Quadros, fez muito e disse muito mais merda do que Jânio (pra quem gosta de pesquisa olhem no Google), Jânio era um louco inteligente, tinha essa qualidade dos loucos, Bolsonaro é um louco burro, sem a inteligência que caracteriza os loucos. Ele é aquele livro aberto que os psiquiatras estavam pesquisando como tratá-lo do desprezo por outras pessoas, a Sociopatia, onde os sintomas, todos, estão à flor da pele do paciente Bolsonaro, como mentir, infringir leis, agir impulsivamente, desconsiderar sua própria segurança ou a segurança dos outros, egoista, narcisista, (como todo ditador) covarde, dissimulado e manipulador.

Como sociopata ele se transformou num genocida. Conseguiu, com sua rejeição, ser o maior cabo eleitoral do presidente eleito, ressuscitou-o politicamente e sairá do governo, imitando o ex-presidente Figueiredo, pela porta dos fundos ou pela porta lateral, será o novo fujão da Pátria, como vocês preferirem. Eu só não bato a porta na cara deste ano de 2022, porque ele me deu essa alegria. Será que eu tenho que agradecer a Bolsonaro por ter trazido o Lula de volta?

Por Érico Cavalcanti


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