Política

“A finalidade do grupo do PT era sumir com o dinheiro”, diz Padre Apparecido

05/04/2013 - 23h52

O ex-prefeito Padre Apparecido Rodrigues Staut (PSDB), falou, na sexta-feira, 5 de abril, a um órgão de imprensa local, em sua residência no Castelinho, com o objetivo de esclarecer contextos relacionados à verba deixada pela sua gestão ao prefeito João Bosco (PT).Apparecido X João Bosco

Padre Apparecido Staut (PSDB), ex-prefeito de Teixeira de Freitas, pediu que não fosse fotografado, pois ele perdeu cerca de dez quilos e está em recuperação.João Bosco e vereadores tomam posse em Teixeira

Em um diálogo descontraído com nosso correspondente e jornalista Lúcio Andrade, o ex-prefeito revelou tudo que foi feito no término de sua administração e a verba deixada para a gestão do PT.

“Começamos pela saúde, onde eles disseram que o desfalque é de R$ 10 milhões. Fico preocupado porque nós deixamos R$ 992.930.33 e no dia 28 de dezembro, o governo federal antecipou e depositou mais de R$ 3 milhões, então somando com o anterior daria para pagar os médicos e ainda sobraria dinheiro. Não entendo porque deixou os médicos manifestarem a greve, além disso, mentiram dizendo que não deixamos um tostão, o prefeito João Bosco e o secretário Marcos Pinto foram covardes e maléficos” disparou o padre.

O padre disse que pediu a Aílson Cruz (PSDB) para que o próprio se manifestasse ao seu favor, revelando a verdadeira variante, uma vez que, o vereador, participou da sua gestão como secretário de governo.

“Após a manifestação de Aílson Cruz na Câmara, revelando as verdades que realmente deixamos o dinheiro, soube até que eles procuram a excelência oferecendo o mundo e o fundo, a fim de que ele abafasse o caso, esquecesse a mim, classificando-me até como um político morto. Porém, agora levaremos adiante, provaremos a existência do dinheiro e que a finalidade desse grupo foi sumir com a verba” esclareceu o ex-prefeito.

Nos documentos e extratos, o ex-prefeito exibe o valor deixado à gestão de João Bosco (PT) e que não há como não acreditar em outra versão a não ser a de desaparecimento do dinheiro público.

“Eu estou mostrando que a Prefeitura ficou com mais de R$ 15 milhões em recursos nos cofres, posteriormente, o prefeito vem com decreto de emergência dizendo que minha gestão acabou com tudo, parte ao Hospital Municipal e UMMI com esse seu secretário Marcos Pinto, tira algumas fotos, denigre a imagem das pessoas, comparando-as com animais, afirmando que a saúde ficou em débito. Isso é uma mentira, quero saber agora o que eles fizeram com o dinheiro que deixamos, pois faz três meses e esse grupo não fez nada a não ser retalhar árvores” afiançou o padre.

O padre nos mostrou saldos e demonstrativos que revelam as quantias deixadas e separa os valores em: Prefeitura Central um valor de R$ 4.043.767.80, Secretaria de Educação foram R$ 6.124.595.48 e na Saúde R$ 992.930,33, além da antecipação da verba do governo federal com a quantia aproximada em R$ 3 milhões e meio.Relatório Apparecido SaúdeRelatório Apparecido Saúde 2Relatório Apparecido Saúde 3

Todos os documentos estão assinados pelo ex-prefeito tesoureiro e contador. Além desses, os documentos da Secretaria de Saúde estão todos rubricados pelo secretário de Saúde na época, Joel Valentim da Silva, o “Padre Joel”.Relatório Apparecido prefeitura centralRelatório Apparecido prefeitura central 2Relatório Apparecido prefeitura central 3Relatório Apparecido prefeitura central 4

O ex-prefeito revela que não desistirá ao absurdo e pede que os vereadores e a justiça atentem, porque esse dinheiro foi entregue deixado em conta pela sua gestão ao prefeito João.Relatório Apparecido educaçãoRelatório Apparecido educação 2

Com a manifestação do ex-prefeito padre Apparecido Staut que foi divulgada publicamente através do vereador Aílson Cruz (PSDB) deixam dúvidas sobre a manifestação anterior do prefeito João Bosco Bittencourt (PT), dessa forma, para que essa história tenha um desfecho final é preciso uma explicação efetiva para os munícipes, vereadores e justiça. Na veracidade, o dinheiro existe? Está guardado nos cofres? Ou foi desviado? Agora mais do que nunca é a vez do prefeito esclarecer o fato, ou provar o oposto, a população quer saber! “E agora, João?”.

Fonte Portaln3


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