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Bolsonaro diz que pegou ‘centenas de fantasmas’ no DF e estatais

23/03/2019 - 12h58

O presidente, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou durante live no Facebook, nesta quinta-feira, 21 de março, que seu governo pegou “centenas de fantasmas, gente que não sabia onde tava” ocupando cargos do serviço público.

É tanta gente que não dá para mover um processo contra eles.

Bolsonaro levou ministro da CGU, Wagner Rosário, para falar sobre o decreto que modifica as regras de contratação para cargos de confiança. Em suas transmissões semanais, o presidente tem levado ministros para falar sobre suas ações.

O presidente também lembrou sobre a medida que extinguiu 21 mil cargos comissionados. Do total de vagas cortadas, 65% estavam nas universidades públicas.

É um negócio absurdo como esses cargos eram preenchidos em Brasília, quer seja por parte do governo Federal, algumas estatais. É complicado o negócio.

Em um segundo momento, ao falar sobre a dívida interna do país. o presidente voltou a falar sobre os servidores públicos.

Temos um problema de inchaço dos servidores, e eu não posso falar apenas do governo federal, tem muitos estados que têm problema, muitos municípios que tem problema. E aí está a reforma da Previdência“, afirmou.

Ainda sobre o decreto, o ministro, Rosário, afirmou que “é importante deixar claro que o presidente modificou o decreto em seguida, que gerou essa obrigatoriedade do cumprimento desse requisito inclusive para nomeados a partir da entrada do presidente, dia 1º de janeiro“.

O presidente voltou atrás da proposta inicial após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticar a data que começaria a valer as novas regras -15 de maio, na proposta original.

Valer só daqui para a frente parece que os de trás não precisam ter qualificação“, disse Maia no último dia 19.

A revisão do decreto foi assinada por Bolsonaro já no dia seguinte.

Atualmente, o governo tem cerca de 24 mil cargos desse tipo. Mais de 20 mil já foram preenchidos -restam outras 3,7 mil

Pelos critérios gerais, o indicado à vaga precisará ter reputação ilibada e perfil profissional ou acadêmico compatível com o cargo, além de comprovar que não é inelegível, de acordo com critérios da Lei da Ficha Limpa.

A pessoa ainda terá de atender a pelo menos mais uma exigência. Entre elas, possuir experiência profissional de dois anos em área relacionada à do cargo, ter ocupado posto semelhante por no mínimo um ano ou possuir título de especialista, mestre ou doutor.


Edição Bell Kojima/Repórter Coragem

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