érico
cavalcanti

Eu não sei escrever casos de polícia

10/01/2023 - 14h09

Um amigo me mandou uma mensagem no domingo.Ele perguntou, você vai escrever sobre a invasão dos bolsonaristas em Brasília? A minha resposta deu origem ao título desta coluna: Não sei escrever sobre casos de polícia. É assim que classifico o que ocorreu em Brasília, um crime cometido por bandidos comuns, cuja a ação criminosa foi planejada longe de Brasília.

Essa ação criminosa nasceu em lugares espalhados pelo país. Nasceu e cresceu em grupos de whatsApp. Em cada município deste país, existe um grupo de whatsApp, formado por pessoas que já tinham em suas cabeças, estava apenas adormecido, tudo o que Bolsonaro externou nesses quatro anos de governo. Essas pessoas ao apoiar Bolsonaro se identificaram e se descobriram como, homofóbicas, genocidas, debochadas, racistas, fascistas, misóginas, perversas e sobretudo covardes.

Essas pessoas nos grupos de whatsApp, arregimentaram centenas de descerebrados para executar a invasão que eles não tiveram a coragem de fazer. A maioria dos PA, Patriotas Anônimos, como agora estão sendo chamados, estão desempregados, como um que conheço aqui da cidade que estava vivendo de levar pessoas para o acampamento lá de Brasília. As pessoas dos grupos de whatsApp arrecadaram fundos e pagaram a esses que serviram como terrroristas sem ideologia, o braço armado de uma facção antidemocrática.

Eu não sei escrever sobre casos de polícia. Acho que a polícia deve investigar esses grupos de wattsapp espalhados pelo país, descobrir, responsabilizar quem pagou e organizou e prendê-las, ou isso não vai acabar nunca. Aqui segue o e-mail disponibilizado pelo Ministério da Justiça, para através dele denunciar essas ações antidemocráticas: [email protected]

A polícia pode também identificar os falsos pastores que incentivam seus seguidores a participar dessa “guerra santa” criada pelo genocida. Não só falsos pastores, mas uma série de falsos orientadores de outras religiões. Como o seguidor de uma religião que prega princípios morais rígidos, passa a apoiar uma pessoa como Bolsonaro? Acho que os pastores sérios, eu conheço alguns deles, devem se reunir e chamar esses que ainda insistem em fomentar essa “guerra santa”.

Também os dirigentes de outras doutrinas, como centros espíritas, devem no mínimo afastar esses orientadores espirituais que descaradamente assumidos, apoiam o ex-presidente. Basta dar uma olhada nas redes sociais deles.

“ Não importa qual seja a sua religião, linha ideológica ou preferência política. Quem apoia o que houve domingo em Brasília, perdeu a noção mais básica do que seja civilidade.”

Por Érico Cavalcanti


Deixe seu comentário