Flávio Bolsonaro diz que tirar Lula da Presidência seria o “maior ajuste fiscal” do Brasil

Senador critica gastos públicos, promete reduzir dez ministérios e apresenta propostas para a economia em entrevista à TV Globo
O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (16) que a retirada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do comando do país seria o “maior ajuste fiscal” que o Brasil poderia realizar. A declaração foi feita durante entrevista à TV Globo, na qual o parlamentar criticou a política econômica do governo federal e defendeu mudanças na gestão dos recursos públicos.
Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende reduzir as despesas da máquina pública e diminuir o número de ministérios, caso seja eleito presidente. Segundo ele, o atual governo conta com 39 ministérios, dos quais pelo menos dez seriam eliminados em uma eventual administração do PL.
“A gente tem que combater despesas e gerar receitas novas. Hoje, o atual governo tem 39 ministérios. Vamos cortar pelo menos dez”, declarou o senador.
Críticas às contas públicas e às empresas estatais
Flávio também direcionou críticas ao desempenho financeiro das empresas estatais e ao crescimento dos gastos do governo com a dívida pública. Ao comparar as administrações de Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT), o senador afirmou que as estatais registraram superávit de R$ 18 bilhões durante o governo do ex-presidente, enquanto, na atual gestão, teriam acumulado prejuízo de R$ 36 bilhões.
O parlamentar também mencionou o aumento das despesas relacionadas à dívida pública, afirmando que o Brasil estaria gastando R$ 1 trilhão a mais nesse contexto.
As cifras foram apresentadas pelo senador durante a entrevista e dizem respeito à sua comparação entre os governos. A avaliação dos resultados fiscais depende dos períodos considerados e dos critérios utilizados para contabilizar as receitas, despesas e os resultados das empresas estatais.
Reforma administrativa e meta de crescimento
Entre as principais propostas econômicas apresentadas por Flávio Bolsonaro estão a realização de uma reforma administrativa, o combate aos chamados supersalários no serviço público e a redução das despesas governamentais.
O senador também defendeu uma meta de crescimento econômico de 4% ao ano durante a próxima década. Para a infraestrutura, a proposta prevê mobilizar R$ 900 bilhões em investimentos ao longo de quatro anos.
As medidas integram o conjunto de propostas apresentado pelo parlamentar para a economia brasileira e têm como objetivos declarados ampliar os investimentos, melhorar a gestão dos recursos públicos e estimular o crescimento do país.
A declaração de Flávio Bolsonaro intensifica o discurso de oposição ao governo Lula e coloca o ajuste fiscal, o tamanho da máquina pública e a condução da economia no centro do debate político nacional.