Jaques Wagner precisa acompanhar as investigações sobre a morte do jornalista Gel Lopes

Wagner conhecia Gel Lopes e sabia do seu trabalho social
PORTALN3
Não é novidade para ninguém na região do extremo sul que quando o assunto é segurança pública o governo do estado está indo em uma direção banal. Um estudo realizado pelo instituto sangari comprova que o índice de violência em algumas cidades no sul do estado estão exorbitantes. É o caso de Eunápolis, Porto Seguro e Teixeira de Freitas.
O Jornalista Gel Lopes e seu filho Joris quando realizaram o projeto monográfico para a conclusão do curso de bacharelado em jornalismo, fizeram um levantamento sobre o índice da violência na região, a ineficiência do estado e as matérias publicadas em um website do município com relação à editoria policial.
Foi constatado naquele estudo que a maioria crimes relacionados a homicídios nessa região não são solucionados, além de uma péssima perícia feita pela Polícia Técnica desses municípios. O estudo não culpa especificamente os funcionários do estado, mas a forma como a Secretaria de Segurança Pública do estado lida com a situação.
O estudo mostra que nesses municípios nos últimos anos matar tornou-se uma normalidade e que noticiar as reportagens nos sites incentiva os criminosos a matar outra vez. A conclusão é de que exista um cooperativismo com relação aos homicídios na região. O resultado é que sem projetos sociais e a ajuda efetiva do estado, os crimes continuarão até chegar à sua casa.
Existe outra vertente que dificulta a sociedade daquilo que realmente acontece nos bastidores das investigações desses crimes que é a publicidade que aponta que as pessoas que morrem através do homicídio consumado tenham ligação direta com tráfico de drogas. Infelizmente é uma culpa do cooperativismo entre imprensa e os órgãos públicos. Não há qualquer base de que todas as pessoas que morrem assassinadas são criminosas, ou participam do crime organizado.
O estudo exibiu que muitos desses assassinatos ocorridos na cidade não tinham qualquer ligação com tráfico de drogas, mas devido à publicidade que foi colocada pelos órgãos do estado e a imprensa, ficou determinado no consciente da sociedade organizada que aquele que morrer assassinato usava drogas ou traficava
Obviamente que os jornalistas não preocupam com esse fator, visto que é um direito constitucional a publicação de uma notícia. No entanto, existe uma regra quebrada pelos veículos de comunicação que são a forma em que publicamos a imagem de uma pessoa morta que não pode se defender, além de não apresentarmos a autorização familiar daquele que foi morto brutalmente.
O jornalista Gel Lopes entrou para estatística no exercício de sua função. Um detalhe do episódio é que o mesmo exerceu a função de vereador no município de Teixeira de Freitas no quadriênio de 2005 a 2008. Em 2006 Gel Lopes apoiou o modelo apresentado pelo então candidato a Governador Jaques Wagner, foi um dos poucos líderes regionais que recebeu a proposta de Wagner em Teixeira de Freitas. À época uma minoria acreditava que Wagner venceria as eleições contra o modelo carlista.
Após o resultado das eleições que apontaram a vitória de Jaques Wagner, quase todas as lideranças da região afirmaram que apoiaram o então governador.
Infelizmente Gel Lopes não está entre nós, porém a sua morte preocupa a região para uma ocorrência de que se uma pessoa pública como era Gel, com toda uma história pelo município, com uma graduação jornalística, morreu de uma forma cruel em uma via central pública, idealize um cidadão comum.
O PORTALN3 e o mundo espera que o governador Jaques Wagner mesmo deixando o exercício de sua função no fim desse ano possibilite através de seu trabalho enquanto chefe de estado contrapor com eficiência a sociedade, a imprensa e os familiares uma resposta sobre esse crime que abalou o mundo jornalístico. Ou seja, Gel Lopes era jornalista, político e tinha assiduidade com lideranças nacionais e os prefeitos dos 13 municípios que compõe o extremo sul, era um homem de bem e um ser humano.