Política

João Bosco dribla a lei das licitações, prorroga estado de emergência, mas pretende gastar R$ 600 mil no Teixeira Folia

15/04/2013 - 15h38

O famigerado decreto de emergência assinado pelo prefeito municipal de Teixeira de Freitas em 7 de janeiro de 2012, que permaneceu oculto até o início de fevereiro, quando foi denunciado pelo “Repórter Coragem”, ganha novos contornos. Desta vez, o prefeito alega necessidade de prorrogar o estado de emergência, protelando por mais 90 dias.João Bosco assina compromisso para a construção da Hemodiálise

O decreto de número 017/2012 teve sua validade vencida em 7 de abril, mas, com a prorrogação, passa a vencer em julho. No entanto, surge uma dúvida com relação ao início do referido decreto, haja vista que, como o decreto vencia dia 7 de abril, ele deveria ter sido prorrogado no mesmo dia, porém, no Diário Oficial do Município ele aparece publicado com data de 12 de abril, assim, obviamente, deve valer a partir de sua publicação.

Mas, houve uma manobra no inicio do decreto, pois foi publicado no diário em 31 de janeiro, e o prefeito alegou que estava desde 7 de janeiro no mural da prefeitura. É bem provável que novamente o decreto tenha sido publicado no mural da prefeitura, mesmo o município tendo um site denominado de Imprensa Oficial, onde todos os atos da prefeitura estão sendo divulgados.Decreto de emergência prorrogado

João Bosco alega na prorrogação do decreto que a maioria dos problemas elencados na motivação para decretação do estado de emergência não foram resolvidos, devido, principalmente a demora na prestação de contas por parte da administração anterior, o que impediu que algumas providências fossem tomadas.João Bosco explica detalhes do do decreto de emergência

Para tentar evitar questionamentos por parte dos vereadores, João Bosco se reuniu na manhã de segunda-feira, 15 de abril, a portas fechadas com todos eles para tentar justificar a prorrogação do estado de emergência. Participaram da reunião, além do prefeito, o vice Gilberto do Sindicato, e o procurador-geral do município José Antônio. Não foi permitido que nenhum representante da imprensa acompanhasse a reunião.

Pouco depois, encontramos o procurador-geral do município na frente da Câmara, onde teria acontecido a reunião, e fizemos a ele a seguinte pergunta: como prorrogar o estado de emergência, se vai gastar cerca de R$ 600 mil na festa da cidade? Ele sorriu e nos respondeu: “Boa pergunta”; e não disse mais nada.

Agora é hora das entidades de classe agir. Será que existe fundamentação necessária para o decreto de emergência? Como justificar o decreto gastando R$ 600 mil numa festa desnecessária? Onde está a tal transparência anunciada pelo prefeito João Bosco? Será que o Ministério Público concorda com tudo isso?

Por Jotta Mendes/ Repórter Coragem


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