João Bosco manda secretários, assessores e contratados lotarem Câmara de Vereadores pra pressionar CPI
Na coluna do final de semana do editor responsável pelo “Repórter Coragem”, Jotta Mendes, ele destacou que a CPI das Oscips promete tirar o sono do prefeito João Bosco. Isso ficou evidente na sessão da Câmara de Vereadores de terça-feira, 19 de agosto, quando o plenário da Câmara mais parecia uma extensão das reuniões petistas em dia de danças de cadeiras.
Secretários, assessores e funcionários contratados lotaram o plenário, parecia até que algum projeto importante do Executivo estivesse em votação naquele dia, entretanto, era tudo uma tentativa de pressionar a Câmara de Vereadores para que recuassem na composição da CPI.
Ao que parece, o prefeito não alcançou seu objetivo, mas, pelo menos, conseguiu que dois dos membros da base aliada do prefeito fizessem parte da composição da CPI: Tomires Barbosa e Gilberto do PT. Ariston Pinheiro entrou para dar equilíbrio a CPI. É bom lembrar que este último promete não dar sossego, haja vista que ele foi um dos articuladores para instalação da CPI.
Nunca se viu tantos secretários reunidos na sessão da Câmara de Vereadores, parece que nem mesmo na posse do prefeito houve um interesse tão grande por uma sessão.
Qual foi o real interesse em lotar a sessão de secretários, assessores e contratados?
Será que apenas um processo de investigação, que está apenas começando, é capaz de promover reuniões inesperadas do membros do Executivo?
Pelo visto, quem gostou foram os vereadores, afinal, puderam falar para um plenário lotado e ninguém podia vaiar, caso fizesse isso, poderia provocar a ira do edil vítima das vaias.
Porém, quem saiu lucrando com a presença em massa dos membros do Executivo na sessão da Câmara foi o proprietário da Churrascaria Las Pampas, porque, após a reunião, todos foram comemorar lá, num banquete regado a muito churrasco, cervejas, refrigerantes e muito mais.
Resta saber quem pagou a conta do banquete na churrascaria – os participantes, ou, o poder público?
Caso tenha sido o poder público, isso pode caracterizar improbidade administrativa, haja vista que o município não tinha nenhum interesse no banquete promovido por secretários, assessores e contratados do Executivo.
Será que agora toda sessão estará lotada dos membros do Executivo?
Se terminar em churrasco, o Las Pampas agradece.
Redação RC