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Jorge Almeida se defende de acusação de sonegação de impostos

31/03/2018 - 17h06

Marcelo Angênica, de Itamaraju e Jorge Almeida, presidente do PSDB em Itamaraju

O presidente do PSDB em Itamaraju, Jorge Almeida, usou as redes sociais na última sexta-feira (30) para se defender das acusações de sonegação de impostos em ação movida pela Prefeitura Municipal de Itamaraju que teria resultado em ação judicial com possível penhora de bens do pecuarista.

Em sua publicação o tucano se defende alegando não dever impostos ao município, e em sua postagem dispara:

   “Vamos às explicações: Comprei uma casa na mão de Valentim Bravim na rua Guanabara número 58, passei em meu nome isso há 30 anos (sic) atrás sempre paguei o IPTU ao município.

Em outro trecho da nota explicativa, Jorge Almeida atribui a culpa a duas pessoas:

   “Ocorre que vendir (sic) essa casa para Altemir Galavoti e o mesmo vendeu para Nem Gomes. A partir da minha venda para frente eles não pagaram o IPTU. Ocorre que o departamento jurídico do município não tinha essas informações motivo dos proprietários não terem pago o IPTU.

Apesar das alegações de Jorge, causa estranheza o fato de que em 2017 o prefeito Marcelo Angênica gastou quase meio milhão de reais com empresa para realizar, dentre outras coisas, o “fornecimento, licenciamento, implantação, treinamento, manutenção e suporte de sistema informatizado integrado de gestão tributária“.

Aparentemente o sistema comprado por Angênica não está funcionando corretamente, o que expõe o risco eminente de que outros cidadãos possam ser processados indevidamente como alega ter sido o pecuarista Jorge Almeida.

Outros processos por sonegação fiscal

Apesar da denúncia ter causado espanto em alguns correligionários do tucano Jorge Almeida, que é tido como homem rico na cidade de Itamaraju, não é a primeira vez que o sogro do deputado Adolfo Viana  se envolve em processos onde é acusado de sonegação fiscal.

Em 1996 Jorge Almeida foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia através da Ação Criminal Nº 0000440-49.1999.805.0120 da Comarca de Itamaraju.

   Na ação, o MP acusou Jorge Almeida de comandar um esquema de sonegação fiscal que causou um grande prejuízo ao Estado da Bahia.

A ação tramita há 22 anos na justiça, e nossa equipe não conseguiu apurar se ainda encontra-se em fase recursal, já que os processos anteriores a 2008 não foram digitalizados pela justiça.

Outra ação também foi movida em 2005 por Magda Durkes, a ex esposa de Jorge Almeida. No processo com valor da ação de de R$ 3 milhões, onde Magda exige o recebimento de 50% dos bens do casal. Na ação a Jorge foi condenado a entregar a sua ex-esposa a metade da Fazenda São Marcos e metade de um apartamento em Salvador.

Apesar de já ter vencido em segunda instância, até o momento a ex esposa se Jorge Almeida não recebeu a parte devida do patrimônio do casal.


Por Ascom

Edição Bell Kojima/Repórter Coragem


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