érico
cavalcanti

O marketing da rejeição

24/10/2022 - 20h15

A coluna de hoje é dedicada a AVICO-Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid-19.

Como estamos percebendo, esta é uma campanha eleitoral sui generis. Em nenhuma outra campanha a rejeição norteou tanto os eleitores como essa. Dois candidatos com níveis altíssimos de rejeição, eu diria até, que muito além da rejeição, já seria uma aversão, repulsão, antipatia, com pitadas de ódio e rancor. Observadas entre os seguidores de ambos. Os seguidores e eleitores do Bolsonaro são todos aqueles que não suportam o Lula.

Por outro lado os seguidores e eleitores de Lula são todos aqueles que não suportam Bolsonaro. Dito assim, parece de uma obviedade sem limites, mas vejam que a ideologia, as propostas de governo, de um e de outro, jamais foram escutadas e assimiladas pelos eleitores, quanto mais analisadas por eles. Não existe nem o antibolsonarismo e nem o antipetismo, o que existe é o anti-Lula e o anti-Bolsonaro.

O cenário está assim, parece que chamaram para uma grande sala todos aqueles que não gostam de Lula, foram entrando e lotaram a sala, a ponto de não caber mais ninguém. Em uma outra sala chamaram aqueles que não gostam de Bolsonaro, também lotaram a sala a ponto de não caber ninguém. Todos em suas respectivas salas e os marqueteiros, sem saber para onde ir, tentando mudar as cabeças dos eleitores das salas que eles escolheram entrar.

Rejeição é igual a tatuagem , marcou fica pra sempre, vai tirar nunca , só com laser, ainda assim fica a mancha. Por isso as pesquisas mostram que está estabilizado , quem gosta de um deles já entrou na sala respectiva , não vai sair de lá pra ir para a sala de quem detesta.

Pode até haver um movimento, como uma ondinha trazendo uns eleitores que estavam soltos e jogando na sala do Lula. Movimento causado por esse tiro do Roberto Jeferson, que não só acertou o vidro da viatura policial, mas também o pé do Bolsonaro, que aliás não gosta do seu pé, cada vez que o vê da um tiro nele.

AVICO Brasil, organização da sociedade civil, criada e mantida por vítimas e familiares de vítimas da COVID-19, para defesa de nossos direitos.

Por Érico Cavalcanti


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