O prefeito de Teixeira está judicializando seu governo seguindo o exemplo da Venezuela de Hugo Chaves

Na Venezuela, quem fizer qualquer crítica ao governo, ou, à pessoa do ditador, recebe um processo. Como o governo detém o controle do Judiciário, a imprensa é penalizada constantemente e, por isso, ninguém ousa criticar. Aqui em Teixeira, o prefeito quer implantar o mesmo sistema: vai processar qualquer um que se arvorar a citar o seu nome, ou, de quem participa do seu governo, como afirmou o coronel Calheiros no direito de resposta que deu na Rede Sul Bahia de Comunicações. Com todas as letras disse que se alguém falar no nome dele receberá um processo.

Veja onde estamos chegando. A cidade está pedindo socorro, as ruas esburacadas, com alagamentos constantes devido ao descaso da prefeitura, que, sequer, faz a manutenção dos bueiros para o escoamento das águas pluviais. Obras eleitoreiras que foram executadas a toque de caixa estão sendo destruídas pelas chuvas de verão. O lixo toma conta dos bairros, que não têm coleta regular. Todos os serviços básicos estão deficientes, como a saúde, educação, infraestrutura; a violência tomou conta da cidade, juntamente com a impunidade. Enfim, vivemos num caos urbano, por falta de um gestor competente. O atual vive no mundo da fantasia e acha que tudo está as mil maravilhas, enquanto a população está indignada e perdeu a esperança por dias melhores, conforme mostram as pesquisas, enquetes e postagens em redes sociais.
As urnas mandaram recado, os candidatos do prefeito foram derrotados, os deputados tiveram uma votação pífia, o governador eleito na Bahia foi derrotado em Teixeira. Entretanto, o prefeito acha que a vitória de Dilma em Teixeira com 55% foi mérito dele, mas, ela teve uma votação bem abaixo da média estadual, que chegou a 70%. Outro número importante é que sua administração está reprovada por 87% da população, o principal fator é a falta de credibilidade, pois o prefeito a perdeu completamente e é de difícil recuperação, porque seu governo mergulhou numa grave crise moral.
Qualquer órgão de imprensa, ou jornalista, que colocar em xeque a honestidade do prefeito será processado por crime de calúnia e difamação. Enquanto isso, sua gestão está pontuada de indícios de irregularidades, principalmente na assinatura de contratos milionários com empresas de fora, que estão retirando de circulação o dinheiro da cidade, que nesse período já arrecadou mais de meio bilhão de reais. Com isso, o comércio local entrou numa grave crise levando muitos a fecharem as portas porque não suportam a carga tributária com o aumento abusivo de impostos e a sanha arrecadatória do prefeito.
O Poder Legislativo, que deveria ser o principal órgão fiscalizador, tem sido leniente com o Executivo. O Ministério Público tem atuado no sentido de coibir os desmandos administrativos, mas, as denúncias fornecidas pelo MP estão adormecidas nas gavetas do Poder Judiciário. Assim, a população, revoltada, não se manifesta com medo de receber retaliações dos poderosos de plantão. O quarto poder, que é a imprensa, na sua grande maioria, foi cooptada e atua como chapa branca, tecendo elogios a uma administração caótica. A imprensa livre e independente tem sido perseguida e coagida através de seguidos processos na tentativa de silenciar a voz rouca das ruas que estes poucos profissionais representam. Porém, a tábua de salvação tem sido as redes sociais, que vêm revolucionando o mundo e em Teixeira é muito ativa.
Entendemos que o Judiciário, em Teixeira, não vai ficar a serviço do Executivo para satisfazer seus caprichos e proteger quem não respeita o dinheiro público. Como disse o meritíssimo juiz de direito dr. Argenildo Fernandes numa entrevista na Rede Sul Bahia: “Quem não respeitar o dinheiro público e causar a desgraça e a miséria aos mais humildes será punido um dia, nem que for perante a justiça divina”.
Fonte Foco no Poder