Política

Olé na imprensa e chá de espera nas autoridades marcaram presença de Jaques Wagner em Teixeira de Freitas

02/03/2013 - 13h43

O governador Jaques Wagner deu, na sexta-feira, 1º de março, em Teixeira de Freitas, como dizem na gíria popular, um “olé” na imprensa e um “chá de espera” em seus correligionários, que esperavam por ele para a inauguração da primeira etapa da obra de saneamento básico, desenvolvido em Teixeira de Freitas pela empresa MRM.

Enquanto os profissionais de imprensa e petistas esperavam por Jaques Wagner no aeroporto de Teixeira de Freitas, como constava na programação do governador, que viria após participar de inauguração em Itamaraju. Mas, ele resolveu mudar sua rota e desceu dentro do 13º BPM, de lá, foi, direito, ao estúdio da TV Sul Bahia, onde daria uma entrevista ao vivo.

Tal decisão, além de deixar o prefeito da cidade a ver navios, parece que teve o intuito de fugir da imprensa, que podia perguntar o que ele vinha inaugurar em Teixeira de Freitas? Já que sua assessoria anunciava a primeira etapa da obra de saneamento básico, feita pela MRM, a mesma obra que vem causando transtornos e prejuízos ao povo teixeirense em razão da péssima qualidade do serviço desenvolvido pela empresa terceirizada.

Os correligionários do governador tomaram “chá de espera” sem açúcar, ou, adoçante, pois, o local onde a suposta obra seria inaugurada fica fora da cidade e não possui nenhum comércio por perto.

Após muito tempo de espera, os interessados puderam ver o governador chegar à estação de tratamento de esgoto, que fica localizada no Vila Feliz, já na saída de Teixeira de Freitas para Alcobaça, por volta das 13h30. Por conta do horário, os políticos entraram em consenso e apenas o prefeito João Bosco e o governador falaram.

O discurso do governador foi uma cópia do que ele tinha dito em Itamaraju, alterando somente o nome da cidade. Foi tão demorado que o próprio notou que o povo estava indo embora e buscou encerrar sua falação.

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No momento final, quando Wagner foi saudar as autoridades, pregaram-lhe uma peça: mandaram que ele saudasse “Pantera”, o qual o governador saudou como sendo vereador. Ao perceber a mancada, Wagner tentou minimizar perguntando se tinha um edil com aquele nome. No que todos caíram em gargalhadas com a cena, que acabou transformando o fim de um discurso cansativo em momento de piada.

Por Jotta Mendes/ Repórter Coragem


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