Prefeitura de Teixeira de Freitas não respeita convênio e manda garis recolher lixo hospitalar de forma irregular
Desde o mês de março que a Prefeitura Municipal de Teixeira de Freitas celebrou um convênio com a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Teixeira de Freitas, para que a associação realizasse o recolhimento de todo o lixo hospitalar, tanto no hospital municipal, quanto na UMMI.
Para que a associação fizesse o recolhimento do lixo hospitalar, que requer certos cuidados, o município pagaria a quantia de R$ 7.900 mensalmente até dezembro deste ano. Antes mesmo de celebrar o convênio a associação já vinha realizando este trabalho (desde 26 de junho de 2011) sem receber nenhum centavo pelo serviço.
Devido ao fato de a prefeitura não ter pagado à associação, os diretores da entidade organizada suspendeu os trabalhos. Com isso, houve acúmulo de lixo hospitalar, que representa riscos para a saúde pública.
Mas, considerando a preocupação da associação com o bem-estar social, a diretora de logísticas e qualidade da associação, Isabel Soares Martins, decidiu por retomar o recolhimento. Ao chegar aos hospitais para fazer o trabalho, a associação encontrou uma caçamba a serviço da limpeza pública da cidade com uma equipe de garis, que estavam sem Equipamento de Proteção Individual (EPI), e as caçambas não possuíam condições de recolher o lixo hospitalar, uma vez que para recolher este tipo de material são necessários alguns cuidados, por se tratar de um lixo tóxico, que pode contaminar as pessoas e o ambiente se mal manuseado.[jwplayer config=”Video Paginas” mediaid=”20133″]
A dívida da Prefeitura com a associação chega a R$ 79.990,00. Segundo a diretora, várias medidas foram tomadas, mas, até agora, a associação tem ficado no prejuízo diante da recusa do município em honrar o compromisso assumido.
Isabel também se mostra preocupada com a forma como o lixo hospitalar vem sendo recolhido e pede às autoridades que tomem providências, caso contrário, pessoas poderão perder a vida contaminada com bactérias do lixo hospitalar de Teixeira de Freitas.
Por Jotta Mendes/reportercoragem