Teixeira de Freitas aderiu ao Programa Mais Médicos
Todo o território nacional está sofrendo com dois problemas principais na área da saúde, são eles: o número insuficiente de médicos e a má distribuição destes profissionais – situação que se reflete em Teixeira de Freitas. Para amenizar esta problemática a Prefeitura tem buscado profissionais, bem como, a requalificação física das Unidades de Saúde do município e, mais recentemente, se inscreveu no Programa Mais Médicos na Bahia.
O prefeito João Bosco fez questão de comparecer ao evento de mobilização dos municípios para adesão ao Programa no âmbito estadual no último dia 19 de julho na sede da UPB, em Salvador. Na ocasião estavam presentes o governador da Bahia Jaques Wagner, o secretário estadual de Saúde Jorge Solla e o ministro da Saúde Alexandre Padilha, além de toda a diretoria da UPB e muitas outras autoridades políticas do estado. O evento, que integra o Pacto pela Saúde, lotou as dependências da instituição municipalista. Para o prefeito João Bosco “a saúde não pode esperar, ela sempre será prioridade absoluta e tudo aquilo que for feito para melhorá-la terá o meu apoio”, afirmou.
Na mesma ocasião o ministro Padilha, em entrevista aos jornalistas da UPB, falou acerca da polêmica envolvendo a vinda de médicos estrangeiros, disse ele: “só vamos chamar médicos estrangeiros se as vagas não forem preenchidas por brasileiros, não podemos deixar a maioria dos municípios sem sequer um médico residindo no município. Seguiremos três prioridades. Primeiro médicos brasileiros que atuem no Brasil, depois médicos brasileiros que atuem fora do Brasil e queiram voltar e só então se as vagas não forem preenchidas é que chamaremos médicos estrangeiros”, destacou.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o ideal é que haja 2,5 médicos para cada mil habitantes, mas a realidade da Bahia é bem diferente. A Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), estima que exista 1,09 médicos para cada mil baianos.
O programa Mais Médicos foi instituído por uma Medida Provisória assinada pela presidenta Dilma Rousseff e regulamentado por portaria conjunta dos ministérios da Saúde e da Educação. Ele faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), com objetivo de acelerar os investimentos em infraestrutura nos hospitais e unidades de saúde e ampliar o número de médicos nas regiões carentes do país, como os municípios do interior e as periferias das grandes cidades. A iniciativa prevê a expansão do número de vagas de medicina e de residência, o aprimoramento da formação médica no Brasil e a chamada imediata de médicos com foco nos municípios de maior vulnerabilidade social e Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).