“#Vêm pra rua”: Recados que foram diretos ao prefeito João Bosco

O protesto pacífico realizado em Teixeira de Freitas serviu para os manifestantes mostrarem indignação com diversas mazelas que acontecem no país. A maioria dos recados foi contra a corrupção em âmbito nacional, mas, sobrou recado para cobrar investimentos na educação, saúde, no transporte e contra a presidenta Dilma – o principal alvo dos manifestantes.
O governador Jaques Wagner também foi alvo de diversas críticas. Os manifestantes não pouparam críticas ao prefeito João Bosco Bittencourt, do PT, lembrado em diversos cartazes, no entanto, os estudantes que comandavam os carros de som não quiseram ler – algo, no mínimo, estranho, já que o protesto era para o povo mostrar sua indignação.
Um dos recados dizia “E agora, João, 6 meses, quem sabe faz a hora”, outro chamava Teixeira para acordar – “Acorda, Teixeira. Vem pra rua”; “E, agora, João” dominou o protesto. “Eu quero mais ação menos conversa”, apesar de não citar o nome, nem fazer alusão a administração, foi entendido como um recado direito ao prefeito João Bosco.
“Queremos prioridade na saúde e segurança pública” – também foi entendido como um recado à administração municipal, que até agora tem deixado faltar médicos, medicamentos e outras coisas nos postos de saúde, além de não fazer nenhum investimento na segurança.
“Queremos o regional padrão FIFA”, foi um recado que serve para Dilma, Wagner e João, como em Teixeira a saúde é municipalizada, cabe a João fazer o que o povo pediu.


“Brasil, vamos acordar, o professor vale mais que Neymar!”, não foi um recado para a administração, mas um pedido de investimentos na educação, que também deve ser feito pelo município, que está trocando o prédio próprio da Secretaria de Educação por um prédio alugado, tudo para gastar mais o dinheiro e dificultar investimentos, tanto no professor, como em salas de aula.
“Seis meses de arrecadação, Saúde 0, Educação 0 e Segurança 0. Tem mais zero por aí, é porque não cabe aqui”, esse recado foi curto e grosso com a administração municipal, que vem fazendo muita propaganda e poucos investimentos.
“Pô, João, monopólio não”, para que o prefeito não renove o direito exclusivo da Santa Clara de explorar o transporte coletivo municipal. O contrato de concessão à empresa vence em agosto e a maioria da população teixeirense pede que seja aberta a concorrência para outras empresas, o que pode ajudar o trabalhador, que além de pagar caro conta com um péssimo serviço de transporte coletivo.
“Prefeito, quando um parente seu ficar doente, leve ao hospital regional.” Crítica direta à administração João Bosco, que serve para as gestões passadas. No governo do padre, ao precisar de atendimento, ele foi levado para tratamento em Vitória, Espírito Santo, mas, vivia dizendo que Teixeira tinha a melhor saúde. Será que se João Bosco precisar de atendimento, ele seria atendido no regional? Isso é muito difícil, uma vez que ele nunca atendeu pelo SUS, quanto mais se consultar pelo SUS.
Tudo que se espera agora é que os recados sejam atendidos, desta vez os manifestantes não centralizaram muito a atenção na administração municipal. Será que se continuar do jeito que está a população manterá a paciência?
Por Jotta Mendes/ Repórter Coragem