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Vereador Marcílio propõe a retirada de direitos dos profissionais da educação

15/03/2018 - 18h30

Vereador Marcílio Goulart (PT), defende a necessidade de mexer no Plano de Carreira, mas votou a favor do 13º para os vereadores

No dia, 05 de março, o vereador Marcílio Goulart (PT), cedeu uma entrevista ao site Foco no Poder. Os trabalhadores em educação do município foram surpreendidos com as afirmações de nosso representante. Essas estavam vinculadas a duas áreas: A saúde e a educação. No que compete à educação municipal, ele defende corte de direitos o que leva a diminuição dos salários.

   “No que diz respeito a educação o vereador Marcilio tenta rasgar o Estatuto do Magistério e o Plano de Carreira, dando como proposta a retirada de direitos dos profissionais da educação que foram conquistados com muita luta. Se o nosso representante estivesse realmente preocupado com a questão financeira em nosso município ele não colocaria como foco a retirada de direitos, mas votaria contra a aprovação do 13º para vereadores e as férias” – declarou a professora Brasília a nossa equipe de redação.

   “As posições do vereador demonstram um despreparo no que toca à educação. No que diz respeito ao Município ela é obrigatória dos 4 aos 14 anos, porém a creche que atende crianças de 0 a 3 anos de idade fica de fora da obrigatoriedade. Estamos lutando para ampliar e melhorar a qualidade desse seguimento, mas ele não é garantido em lei. Seja na Carta Magna ou na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Mesmo que no Plano Nacional de Educação (PNE) – a defesa seja pela ampliação das vagas em no mínimo 50%.

   “Quanto ao reordenamento, a direção da APLB-Sindicato está visitando as escolas, tirando fotos, fazendo reportagem, conversando com funcionários, pais/responsáveis e estudantes, mas até a presente data não encontramos o vereador Marcílio em nenhuma delas. Também não encontramos uma equipe de acompanhando enviada por ele para fazer uma analise da condução desse processo. Diferente dele, o Sindicato tem visitado as escolas, acompanhado os equívocos do reordenamento e cobrado as melhorias necessárias. É preciso enfatizar que esse projeto saiu do gabinete do governo anterior – João Bosco (PT) – ao qual ele fazia parte”, disse em entrevista a professora Brasília.

Professora Brasília da delegacia da APLB do Extremo Sul

A respeito da carga horária, dos profissionais em educação a APLB – Sindicato tem acompanhado de perto e cobrado que nesse processo seja garantido os direitos legais e que o(a) professor (a), não seja penalizado (a). Além disso, o nosso legislador comete equívocos gigantescos com relação à Lei do Piso [Lei nº 11.738], pois ela não é municipal, é amparada em uma luta de âmbito nacional, da qual ele demonstra não ter nenhuma intimidade.

Nesse sentido, a nossa real preocupação, é com a postura do vereador, que foi forjado no seio do Partido dos Trabalhadores, vir a público defender que é preciso cortar direitos, que são frutos da luta árdua dos trabalhadores (as) e que são garantidos tanto no Estatuto do Magistério quanto no Plano de Carreira.

   “Não queremos acreditar que o edil defenda a bandeira da elite de que os (as) trabalhadores (as) em educação, mais uma vez, sejam obrigados a pagar a conta! É lamentável a posição de Marcilio. Talvez ele se esqueceu de que também foi, é e continuará sendo um trabalhador!”, finalizou a professora Brasília a nossa equipe de redação.


Por APLB – Sindicato/Departamento de Imprensa

Edição Bell Kojima/Repórter Coragem



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