Destaque

LER/DORT, a epidemia da virada do século; entenda a síndrome

02/03/2018 - 09h43

Entende-se LER/DORT como uma síndrome relacionada ao trabalho, caracterizada pela ocorrência de vários sintomas concomitantes ou não, tais como: dor, parestesia, sensação de peso, fadiga, de aparecimento insidioso, geralmente nos membros superiores, mas podendo acometer membros inferiores.

Entidades neuro-ortopédicas definidas como tenossinovites, sinovites, compressões de nervos periféricos, síndromes miofaciais, que podem ser identificadas ou não. Freqüentemente são causa de incapacidade laboral temporária ou permanente.

   São resultados da combinação da sobrecarga das estruturas anatômicas do sistema osteomuscular com a falta de tempo para sua recuperação.

A sobrecarga pode ocorrer seja pela utilização excessiva de determinados grupos musculares em movimentos repetitivos com ou sem exigência de esforço localizado, seja pela permanência de segmentos do corpo em determinadas posições por tempo prolongado, particularmente quando essas posições exigem esforço ou resistência das estruturas músculo-esquelético contra a gravidade.

A necessidade de concentração e atenção do trabalhador para realizar suas atividades e a tensão imposta pela organização do trabalho são fatores que interferem de forma significativa para a ocorrência das LER/DORT.

AS PRINCIPAIS CAUSAS

  • Excesso de movimentos repetitivos;

  • Postura incorreta;

  • Preparo físico insuficiente;

  • Ausência de pausa e descanso;

  • Local de trabalho – mesas e cadeiras inadequadas;

  • Jornadas excessivas.

Além disso, incluem-se os fatores psicossociais, como: ansiedade, estresse ocupacional devido à pressão, ambiente pesado, busca por perfeccionismo, depressão, dentre outros.

OS SINTOMAS MAIS COMUNS

  • Dor localizada;

  • Desconforto físico no final do dia:

  • Cansaço excessivo;

  • Formigamento nas extremidades;

  • Paralisia e parestesia;

  • Perda funcional;

  • Inchaço local.

O DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é feito por meio de exame clínico e de imagem. A tomografia computadorizada, a ressonância magnética e a ultrassonografia podem ser muito úteis, mas é importante que seja feita uma avaliação multidisciplinar e determinar as causas para seja feito o tratamento adequado.

PREVENÇÃO

Não depende de medidas isoladas, de correções de mobiliários e equipamentos Um programa de prevenção das LER/DORT em uma empresa inicia-se pela criteriosa identificação dos fatores de risco presentes na situação de trabalho. Deve ser analisado o modo como as tarefas são realizadas, especialmente as que envolvem movimentos repetitivos, movimentos bruscos, uso de força, posições forçadas e por tempo prolongado.

   Aspectos organizacionais do trabalho e psicossociais devem ser especialmente focalizados.

A identificação de aspectos que propiciam a ocorrência de LER/DORT e as estratégias de defesa, individuais e coletivas, dos trabalhadores, deve ser fruto de análise integrada entre a equipe técnica e os trabalhadores, considerando-se o saber de ambos os lados. Análises unilaterais geralmente não costumam retratar a realidade das condições de risco e podem levar a conclusões equivocadas e a consequentes encaminhamentos não efetivos.

DICA DIÁRIA: ALONGUE-SE!


Por CEREST Teixeira de Freitas

Edição Bell Kojima/Repórter Coragem



Deixe seu comentário