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Secretário de Saúde esclarece situação sobre a polêmica do oxigênio em Teixeira de Freitas

07/09/2018 - 12h55

Aconteceu na última quinta-feira (06), uma coletiva de imprensa onde o secretário municipal de saúde, Max Almeida, deu esclarecimentos sobre a polêmica que o município de Teixeira de Freitas enfrenta acerca da possível adulteração de oxigênio, fornecido ao Hospital Municipal da cidade.

Max levantou dados embasados no banco de dados do Ministério da Saúde, que tem um diagnóstico sobre os óbitos ocorridos no município, que se encontram no Portal da Transparência e podem ser acessados por qualquer cidadão do país. Max acrescenta:

Quando fui chamado na Promotoria, nunca pestanejei em cumprir as instruções e sempre buscar atuar na legalidade. Logo que houve a formalização, nós de imediato a cumprimos. Rapidamente, nós suspendemos o contrato com a empresa e fizemos a substituição com uma nova empresa fazendo uma contratação emergencial e foi chamada uma empresa de renome nacional [White Martins, que atende 9 países da América do Sul] para assumir sem que houvesse nenhuma intranquilidade”, disse o secretário aos jornalistas.

A empresa investigada por adulteração de gás medicinal, foi acusada mediante a violação de um lacre, o que teria causado tal repercussão entre a população teixeirense. Nada ainda foi comprovado, entretanto, a empresa foi desligada imediatamente da lista de fornecedores da Prefeitura Municipal.

Segundo os dados apresentados, o número de óbitos registrados na cidade permanecem dentro da média, sem haver qualquer aumento alarmante nos últimos anos. O secretário ainda reforça o controle que o departamento mantém sobre qualquer estatística que possa parecer suspeita. Max fala sobre seu comprometimento com a saúde da cidade e diz que jamais, sob nenhuma hipótese, fecharia os olhos ao perceber que qualquer um de nossos pacientes possa estar sendo flagelado por quaisquer negligências dentro de seu departamento.

A empresa Assis e Rodrigues LTDA. mantém contrato com a prefeitura desde uma gestão anterior. Os órgãos responsáveis já estão fazendo investigações  e mesmo que nada seja provado contra a fornecedora, a empresa já está devidamente desligada e todos os cilindros oriundos da mesma já foram substituídos pela empresa White Martins (que atende 9 países da América do Sul), nova contratada do município.

O secretário ainda esclareceu como deveriam ser observados os dados de mortalidade, especificando o local e a causa dentro do recorte temporal 2013/agosto 2018. Os números do HMTF mantiveram pouca variação de um ano para o outro, com uma observação: considerando média de óbitos, o ano de 2018 pode fechar com menor número dentro do período.

“Os dados demonstram que não houve aumento de óbitos de forma desordenada. Se houve óbitos por conta do gás, a investigação irá dizer. Mas o que nós, como Secretaria de Saúde, podemos dizer é que atuamos com planejamento e controle de óbitos e que nós iremos colaborar com toda a investigação”, afirmou durante a coletiva.

Créditos: O Sollo


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