Jotta Mendes

A eleição do fake news


Pensando com Coragem


22/10/2018 - às 16:10h
Por Bell Kojima

 

Vou começar essa minha coluna de hoje parafraseando o presidiário e ex-presidente Lula:

   “Nunca antes na história deste país, se falou tanto em fake news.

Seria o fake news uma novidade da política de 2018? Ou sempre existiu?

Primeiro vamos tentar entender o que é fake news.

 

DIAGRAMA SOBRE COMO IDENTIFICAR NOTÍCIAS FALSAS DA IFLA EM PORTUGUÊS

 

Notícias falsas (sendo também muito comum o uso do termo em inglês fake news). A qual é uma forma de “imprensa marrom” que consiste na distribuição deliberada de desinformação ou boatos via jornal impresso, televisão, rádio, ou ainda online, como nas mídias sociais. Este tipo de notícia é escrito e publicado com a intenção de enganar para se obter ganhos financeiros ou políticos. E muitas vezes com manchetes sensacionalistas, exageradas ou evidentemente falsas para chamar a atenção.

   O conteúdo intencionalmente enganoso e falso é diferente da sátira ou paródia.

Estas notícias, muitas vezes, empregam manchetes atraentes ou inteiramente fabricadas para aumentar o número de leitores, compartilhamento e taxas de cliques na internet. Neste último caso, é semelhante às manchetes “clickbait“, e se baseia em receitas de publicidade geradas a partir desta atividade, independentemente da veracidade das histórias publicadas. As notícias falsas também prejudicam a cobertura profissional da imprensa e torna mais difícil para os jornalistas cobrirem notícias significativas.

 

FAKE NEWS PODE RESULTAR EM MORTE

 

O fácil acesso online ao lucro de anúncios da internet, o aumento da polarização política e da popularidade das mídias sociais, principalmente a linha do tempo do Facebook, tem implicado na propagação de notícias desse gênero. A quantidade de sites com notícias falsas anonimamente hospedados e a falta de editores conhecidos também vêm crescendo, por isso torna difícil processar os autores por calúnia.

   A relevância dessas notícias aumentou em uma realidade política “pós-verdade“. Em resposta, os pesquisadores têm estudado o desenvolvimento de uma “vacina” psicológica para ajudar as pessoas a detectar falsas informações.

Além da disseminação de notícias falsas através da mídia, a expressão também define, em um âmbito mais abrangente: a disseminação de boatos pelas mídias sociais por usuários comuns. Algumas vezes, isso pode ter consequências graves, como o notório caso ocorrido em 2014, do linchamento de uma dona de casa na cidade de Guarujá, no litoral do estado de São Paulo.

 

FAKE NEWS NUNCA FOI NOVIDADE

 

Notícias falsas não é uma exclusividade do século XXI. Através de toda a história há vários episódios em que rumores falsos foram espalhados tendo grandes consequências. Por exemplo:

 

  • O político e general romano Marco Antônio cometeu suicídio motivado por notícias falsas. Haviam falsamente dito a Marco Antônio que sua mulher, a Cleópatra também havia cometido suicídio.

 

  • No século VIII a Doação de Constantino foi uma história forjada, em que supostamente Constantino havia transferido sua autoridade sobre Roma e a parte oeste do Império Romano para o Papa.

 

  • Poucos anos antes da Revolução Francesa, vários panfletos eram espalhados em Paris com notícias, muitas vezes contraditórias entre si, sobre o estado de falência do governo. Eventualmente, com vazamento de informações do governo, informações reais sobre o estado financeiro do país foram a público.

 

  • Benjamin Franklin escreveu notícias falsas sobre índios assassinos que supostamente trabalhavam para o Rei George III, com o intuito de influenciar a opinião pública a favor da Revolução Americana.

 

  • Em 1835 o jornal The New York Sun publicou notícias falsas usando o nome de um astrônomo real e um colega inventado sobre a descoberta de vida na lua. O propósito das notícias foi aumentar as vendas do jornal. No mês seguinte o jornal admitiu que os artigos eram apenas boatos.

 

  • Uma contribuição valiosa para a vitória de Eurico Gaspar Dutra na eleição presidencial de 1945 veio de Hugo Borghi, que distribuiu milhares de panfletos acusando o candidato Eduardo Gomes de ter dito: ”Não preciso dos votos dos marmiteiros”. O que Eduardo pronunciou na verdade, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 19 de novembro (menos de um mês antes do pleito, ocorrido em 2 de dezembro), foi: “Não necessito dos votos dessa malta de desocupados que apoia o ditador para eleger-me presidente da República“.

 

Entre esses e muitos outros exemplos é possível perceber que esse é um recurso que foi amplamente usado na história, muitas vezes com o propósito de beneficiar alguém ou algum movimento social.

   Nestas eleições o fake news se popularizou e ganhou importância. Há setores da sociedade que estão dando mais valor às notícias falsas, que a noticias verdadeiras.

Os fakes news foram usados por ambos os lados nesta eleição, tanto o que estão no segundo turno, quanto o que foram derrotados no primeiro. Há tantas notícias falsas que está difícil saber qual é verdade e qual é fake.

Nesta última semana, segundo a Folha de São Paulo, foi descoberto um grupo de empresários que supostamente estavam pagando para impulsionar fake news contra o PT. A denúncia foi o suficiente para que o PT, que já dá como certa a derrota no próximo dia 28 de outubro, encontrar um motivo para tentar impugnar a candidatura de Jair Messias Bolsonaro. Agora se vai conseguir é outra história, até porque, que provas existem que este grupo de empresários tinha ligação com Bolsonaro?

   Depois o PT não pode se queixar dos fakes news, porque o mesmo sempre foi especialista nisso.

Essa é a eleição das noticias falsas, pesquisas falsas, candidatos falsos, e, tem mais coisas falsas que eu não vou citar.

Fernando Haddad por exemplo é um candidato fake. Todo mundo sabe que o verdadeiro candidato é Lula, este por ter os direitos políticos suspensos, lançou Haddad. Se o candidato petista ganhar, quem vai mandar é Lula, portanto o PT não pode combater os fakes, senão teria que arrumar outro candidato.

Muitos fakes news também foram espalhados contra Bolsonaro, então se for para cassar a candidatura, que casse dos dois.

Está havendo tanto fake no Brasil, que é capaz que o País vire a “República dos Fakes“.

   Os fakes news já definiram a eleição nos Estados Unidos.

Quem precisa combater as fakes news é o eleitor. Precisamos analisar a veracidade de cada informação, se tem respaldo, se tem documentos, qual é a segurança daquela informação. Enquanto o povo continuar dando credibilidade as notícias falsas, elas vão se proliferar e substituir as verdadeiras notícias.

Cuidado ao espalhar uma notícia falsa, você pode estar semeando um mal irreparável.

 

Jotta Mendes, é radialista, jornalista e editor do Repórter Coragem


Por Jotta Mendes/Repórter Coragem

Edição Bell Kojima/Repórter Coragem

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